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quinta-feira, 31 de março de 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
Ampliação da capacidade dos portos reduziria o custo logístico
Ampliação da capacidade dos portos reduziria o custo logístico
22 de março de 2011 - 11:14h
Autor: CNA
Com o aumento da capacidade operacional dos portos da região do Arco Norte do País, os produtores rurais do Norte, Nordeste e Centro-Oeste teriam seu custo logístico amplamente reduzido para levar sua produção de grãos a estes terminais portuários, pois teriam mais alternativas para escoar a safra. A avaliação é do vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e presidente da Câmara Temática de Infraestrutura e Logística do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Ramos Torres de Melo Filho, que discutiu o tema durante encontro nesta segunda-feira (21/3) com o ministro titular do Mapa, Wagner Rossi.
Segundo Torres de Melo, esta é uma das prioridades da CNA e da Câmara Temática apresentadas ao ministro, com o objetivo de desafogar a demanda de carga que chega aos portos do Sul e Sudeste do País, por onde são exportados 83,5% do volume de soja e milho vendido para outros países. Embora respondam por 52% da produção dos dois grãos, as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que teriam o escoamento facilitado com o pleno funcionamento dos portos do Arco Norte, embarcam apenas 16,5% da safra destes produtos para o exterior. Desta forma, reforçou o vice-presidente da CNA, são necessários mais investimentos. “Viemos mostrar ao ministro que nossos problemas estão fora da porteira e ele apoiou a nossa causa, pois sabe da necessidade de se ter uma boa logística”, enfatizou. "Os investimentos nos portos vão estimular a melhoria das estradas e ferrovias", completou.
No encontro, também foram apresentados dados que mostram que os custos logísticos no Brasil são bem superiores a outros países. Levar a safra de grãos da fazenda até o porto no País pode custar, em média, até US$ 84 por tonelada. Nos Estados Unidos, este valor é de US$ 21. “Se tivéssemos os custos equivalentes aos dos Estados Unidos, o produtor rural poderia ganhar de R$ 5 a R$ 6 a mais por saco de soja”, disse o consultor de Logística e Infraestrutura da CNA, Luiz Antônio Fayet, que também participou da reunião.
Ele também lembrou que no município de Sorriso (MT) há casos em que um produtor de soja em 2007 gastava, em média, 52% do valor de comercialização da saca para levar a produção até o porto de Paranaguá (PR).O exemplo citado pelo consultor da CNA reflete a falta de alternativas e a dificuldade para escoar a produção devido a falta de investimentos no corredor da região do Arco Norte, que abrange os portos de Itaqui (MA), Vila do Conde (PA), Santarém (PA), Porto Velho (RO) e Itacoatiara (AM), entre outros.
FONTE: http://www.sonoticias.com.br/agronoticias/mostra.php?id=41910
22 de março de 2011 - 11:14h
Autor: CNA
Com o aumento da capacidade operacional dos portos da região do Arco Norte do País, os produtores rurais do Norte, Nordeste e Centro-Oeste teriam seu custo logístico amplamente reduzido para levar sua produção de grãos a estes terminais portuários, pois teriam mais alternativas para escoar a safra. A avaliação é do vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e presidente da Câmara Temática de Infraestrutura e Logística do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Ramos Torres de Melo Filho, que discutiu o tema durante encontro nesta segunda-feira (21/3) com o ministro titular do Mapa, Wagner Rossi.
Segundo Torres de Melo, esta é uma das prioridades da CNA e da Câmara Temática apresentadas ao ministro, com o objetivo de desafogar a demanda de carga que chega aos portos do Sul e Sudeste do País, por onde são exportados 83,5% do volume de soja e milho vendido para outros países. Embora respondam por 52% da produção dos dois grãos, as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que teriam o escoamento facilitado com o pleno funcionamento dos portos do Arco Norte, embarcam apenas 16,5% da safra destes produtos para o exterior. Desta forma, reforçou o vice-presidente da CNA, são necessários mais investimentos. “Viemos mostrar ao ministro que nossos problemas estão fora da porteira e ele apoiou a nossa causa, pois sabe da necessidade de se ter uma boa logística”, enfatizou. "Os investimentos nos portos vão estimular a melhoria das estradas e ferrovias", completou.
No encontro, também foram apresentados dados que mostram que os custos logísticos no Brasil são bem superiores a outros países. Levar a safra de grãos da fazenda até o porto no País pode custar, em média, até US$ 84 por tonelada. Nos Estados Unidos, este valor é de US$ 21. “Se tivéssemos os custos equivalentes aos dos Estados Unidos, o produtor rural poderia ganhar de R$ 5 a R$ 6 a mais por saco de soja”, disse o consultor de Logística e Infraestrutura da CNA, Luiz Antônio Fayet, que também participou da reunião.
Ele também lembrou que no município de Sorriso (MT) há casos em que um produtor de soja em 2007 gastava, em média, 52% do valor de comercialização da saca para levar a produção até o porto de Paranaguá (PR).O exemplo citado pelo consultor da CNA reflete a falta de alternativas e a dificuldade para escoar a produção devido a falta de investimentos no corredor da região do Arco Norte, que abrange os portos de Itaqui (MA), Vila do Conde (PA), Santarém (PA), Porto Velho (RO) e Itacoatiara (AM), entre outros.
FONTE: http://www.sonoticias.com.br/agronoticias/mostra.php?id=41910
Para quem pensa em viajar, patamar do dólar ainda é atrativo, diz especialista...
SÃO PAULO - Mesmo com a recente alta do dólar nas últimas semanas, quem já tem uma viagem internacional planejada para os próximos meses pode aproveitar da cotação da moeda para comprar agora, pois o patamar ainda é bastante atrativo. A opinião é do gerente de mesa de operações do Banco Confidence, Felipe Pellegrini.
“O dólar nesta faixa de preço*, abaixo do que é esperado pelo Banco Central, abaixo do que a maioria dos economistas estão prevendo, está em um bom patamar para comprar”, aponta Pellegrini.
Além disso, o especialista ressalta que possuir a moeda é mais seguro do que ter o dinheiro para comprar e optar por esperar o momento da viagem.
“Quando a gente lida com o dólar, o fato de estarmos “vendidos” (termo usado quando nos desfazemos do ativo) acarreta em um risco bem maior do que quando estamos “comprados” (quando possuímos aquele determinado ativo). Isso porque para cair, o dólar depende de várias boas notícias e uma série de fatores conjuntos. Agora, para o dólar subir, basta uma má notícia que ele sobe de uma só vez”, aponta.
Ou seja, se você esperar muito para comprar a moeda, pode ser que a compre por um preço muito mais alto. “Se o terremoto que devastou o Japão tivesse acontecido nos Estados Unidos, o dólar chegaria facilmente a R$ 2 dentro de poucos dias”, acredita Pellegrini.
O operador de câmbio da corretora Renascença, José Carlos Amado, tem a mesma opinião. “Acho mais fácil ter algum problema, como essa crise que está acontecendo no Japão, e o dólar subir bastante, do que a moeda cair muito”, diz.
Opinião diferente
Já o diretor da corretora de câmbio Pionner, João Medeiros, não acredita em uma alta maior do dólar e, diferente dos outros especialistas, aconselha que quem for viajar, espere para comprar a moeda mais perto da data de embarque.
“Apesar do esforço do G20 e do Japão em especial, o que vemos é o dólar se desvalorizando diante da maioria das moedas. Nessa semana, vi a maior alta do iene (moeda japonesa) da minha vida. O mesmo acontece com o franco suíço, o euro e o real, apesar de todo esforço que o BC faz para conter a valorização”, aponta Medeiros. “Com tudo isso, não vejo porque comprar dólar antes”, completa.
Já para quem não tem dinheiro suficiente para comprar de uma única vez, ele aconselha que compre aos poucos, poupando mensalmente para adquirir a moeda. “A pessoa vai fazendo uma poupança e coloca US$ 100, US$ 200 por mês de acordo com a possibilidade de caixa”, diz.
Pouca influência
De acordo com o gerente da Confidence, de uma maneira geral, o recente aumento do dólar, por conta da crise do Japão e na Líbia, não deve influenciar tanto o bolso de quem só precisa da moeda para pequenos gastos, como viagens internacionais, por exemplo.
“Como o viajante tem despesas menores do que uma tesouraria ou financeiro de uma empresa, por exemplo, eu acredito que esta alta não vá mexer muito no bolso”, aponta Pellegrini.
Para o especialista, o preço do dólar ainda está atrativo, mas o viajante deve ficar atento às intervenções do Banco Central com o objetivo de conter a sobrevalorização do real ante a moeda norte-americana.
“O Banco Central vem sinalizando há mais de um semestre que não quer saber deste dólar muito baixo. O dólar bateu R$ 1,65, o BC foi lá e entrou com novas medidas, com leilões mais fortes para conter essa queda”, diz. “Então, o viajante tem que ficar de olho nisso e perceber que dificilmente o BC vai deixar que se ultrapasse essa barreira do R$ 1,65”, aponta.
FONTE: http://viagem.uol.com.br/ultnot/infomoney/2011/03/21/para-quem-pensa-em-viajar-patamar-do-dolar-ainda-e-atrativo-diz-especialista.jhtm
“O dólar nesta faixa de preço*, abaixo do que é esperado pelo Banco Central, abaixo do que a maioria dos economistas estão prevendo, está em um bom patamar para comprar”, aponta Pellegrini.
Além disso, o especialista ressalta que possuir a moeda é mais seguro do que ter o dinheiro para comprar e optar por esperar o momento da viagem.
“Quando a gente lida com o dólar, o fato de estarmos “vendidos” (termo usado quando nos desfazemos do ativo) acarreta em um risco bem maior do que quando estamos “comprados” (quando possuímos aquele determinado ativo). Isso porque para cair, o dólar depende de várias boas notícias e uma série de fatores conjuntos. Agora, para o dólar subir, basta uma má notícia que ele sobe de uma só vez”, aponta.
Ou seja, se você esperar muito para comprar a moeda, pode ser que a compre por um preço muito mais alto. “Se o terremoto que devastou o Japão tivesse acontecido nos Estados Unidos, o dólar chegaria facilmente a R$ 2 dentro de poucos dias”, acredita Pellegrini.
O operador de câmbio da corretora Renascença, José Carlos Amado, tem a mesma opinião. “Acho mais fácil ter algum problema, como essa crise que está acontecendo no Japão, e o dólar subir bastante, do que a moeda cair muito”, diz.
Opinião diferente
Já o diretor da corretora de câmbio Pionner, João Medeiros, não acredita em uma alta maior do dólar e, diferente dos outros especialistas, aconselha que quem for viajar, espere para comprar a moeda mais perto da data de embarque.
“Apesar do esforço do G20 e do Japão em especial, o que vemos é o dólar se desvalorizando diante da maioria das moedas. Nessa semana, vi a maior alta do iene (moeda japonesa) da minha vida. O mesmo acontece com o franco suíço, o euro e o real, apesar de todo esforço que o BC faz para conter a valorização”, aponta Medeiros. “Com tudo isso, não vejo porque comprar dólar antes”, completa.
Já para quem não tem dinheiro suficiente para comprar de uma única vez, ele aconselha que compre aos poucos, poupando mensalmente para adquirir a moeda. “A pessoa vai fazendo uma poupança e coloca US$ 100, US$ 200 por mês de acordo com a possibilidade de caixa”, diz.
Pouca influência
De acordo com o gerente da Confidence, de uma maneira geral, o recente aumento do dólar, por conta da crise do Japão e na Líbia, não deve influenciar tanto o bolso de quem só precisa da moeda para pequenos gastos, como viagens internacionais, por exemplo.
“Como o viajante tem despesas menores do que uma tesouraria ou financeiro de uma empresa, por exemplo, eu acredito que esta alta não vá mexer muito no bolso”, aponta Pellegrini.
Para o especialista, o preço do dólar ainda está atrativo, mas o viajante deve ficar atento às intervenções do Banco Central com o objetivo de conter a sobrevalorização do real ante a moeda norte-americana.
“O Banco Central vem sinalizando há mais de um semestre que não quer saber deste dólar muito baixo. O dólar bateu R$ 1,65, o BC foi lá e entrou com novas medidas, com leilões mais fortes para conter essa queda”, diz. “Então, o viajante tem que ficar de olho nisso e perceber que dificilmente o BC vai deixar que se ultrapasse essa barreira do R$ 1,65”, aponta.
FONTE: http://viagem.uol.com.br/ultnot/infomoney/2011/03/21/para-quem-pensa-em-viajar-patamar-do-dolar-ainda-e-atrativo-diz-especialista.jhtm
Brasil deve dar mais atenção à formação profissional, diz OIT: De acordo com o estudo, as duas áreas não receberam recursos adicionais durante a crise
O Brasil deve dar mais atenção e recursos à intermediação de mão de obra e à formação profissional, segundo análise da OIT (Organização Internacional do Trabalho), publicada no relatório "Brasil, Uma Estratégia Inovadora Alavancada pela Renda", divulgado nesta terça-feira (22).
De acordo com o estudo, as duas áreas não receberam recursos adicionais durante a crise, porém, devem ser complementadas com ações de continuidade da integração entre os objetivos sociais e de emprego, além da continuação da melhoria dos níveis de investimento produtivo, sistema fiscal e gestão de fluxo de capitais.
Emprego e crise
Ainda conforme o relatório, a política de geração de empregos adotada no Brasil no período da crise financeira internacional foi essencial para que o País saísse rapidamente da recessão, sendo que, entre 2008 e 2010, houve a criação de mais de 3 milhões de empregos formais.
"O Brasil não ficou imune aos efeitos da crise financeira e econômica, mas se saiu razoavelmente bem em relação a muitos países, inclusive da América Latina, em termos de desempenho econômico e do mercado de trabalho", disse a diretora da OIT no Brasil, Laís Abramo.
Dentre as medidas que ajudaram o Brasil a proteger os empregos e a sair de forma mais rápida da crise, o relatório ressalta, por exemplo, a redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de veículos, que auxiliou a preservar entre 50 mil e 60 mil postos de trabalho.
Além disso, enaltece o estudo, o Brasil conseguiu manter sob controle o aumento do emprego informal, que foi de curta duração e tem continuado sua tendência decrescente desde a crise, com o número de trabalhadores sem carteira assinada, nas seis principais regiões metropolitanas, recuado em cerca de 280 mil, ou -6,5%, entre agosto de 2008 e 2010.
"Estimado em 1,2% do PIB (Produto Interno Bruto), o pacote de estímulos do Brasil foi um dos mais baixos entre os países do G20. Mas, ele foi eficaz por dois motivos: porque expressou o entendimento de que a proteção e a criação de empregos são tão importantes quanto o crescimento econômico, e porque as principais medidas foram alcançadas por meio do diálogo social. Ambas as lições são fundamentais em tempos de crise, bem como de recuperação econômica", finaliza Laís.
fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/cotidiano/brasil-deve-dar-mais-atencao-a-formacao-profissional-diz-oit/43562/
sábado, 12 de março de 2011
A logística nada inteligente da matriz brasileira de transportes...
Diante dos computadores ou no ar condicionado dos escritórios, a maior parte da população que trabalha com logística não percebe o quão ineficiente continua sendo a matriz brasileira de transportes. Reportagem realizada no Paraná e exibida no vídeo abaixo mostra que caminhoneiros ficam até 48 horas em uma fila para descarregar cargas do agronegócio brasileiro no Porto de Paranaguá.
Mercadorias saem do Centro-Oeste e do Norte do Brasil e são transportadas até portos do Sul/Sudeste sem sequer passar por hidrovias e ferrovias, modais onde custos e impactos ambientais são menores. Apesar das eternas promessas, entidades governamentais como a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) não se entendem e não aprimoram a cadeia logística brasileira.
No vídeo abaixo, se vê de tudo (de ruim). Um caminhoneiro até solta um palavrão diante das condições precárias de trabalho. O meio ambiente é deteriorado, já que não existe infraestrutura adequada para os profissionais da estrada. Quando isso irá mudar?
Apesar da crise, vendas brasileiras aos países árabes crescem...
A crise política que atinge os países árabes não foi suficiente para afetar o comércio destas nações com o Brasil. Pelo contrário. As exportações brasileiras para os 22 países árabes cresceram nos dois primeiros meses de 2011. De acordo com um levantamento da Câmara de Comércio Árabe Brasileira (CCAB), foram exportados pelo país US$ 2,02 bilhões em janeiro e fevereiro, o que representa um crescimento de 46,97% em relação ao mesmo período de 2010. O saldo comercial no período é favorável ao Brasil, com superávit de US$ 888,47 milhões.
O crescimento das exportações para o mercado árabe no bimestre foi superior ao do Brasil para o mundo, que alcançou 36%. De acordo com o diretor de comércio exterior da Associação de Comércio Exterior do Brasil (Abracex), Antonio Carlos Ramalho, o aumento no valor das exportações do Brasil para seus parceiros árabes foi motivado pelo preço das commodities, que subiu. Os principais produtos que o país vende para as nações árabes são carne, açúcar, cereais e minério de ferro, todos com preços determinados no mercado internacional.
Segundo Ramalho, foi por esse motivo, também, que a crise política no Egito, Líbia e Tunísia, entre outros, não afetou as relações comerciais entre os países. "Com ou sem crise as pessoas precisam comer. E a maior parte do que vendemos para os países árabes é alimento. Por isso as transações comerciais não foram afetadas. Pelo contrário, subiram e deverão fechar o ano com crescimento", afirma.
Ramalho prevê mais crescimento nas exportações para os países árabes neste e nos próximos anos não só por causa dos preços das commodities, mas em função da procura por diversificiar os negócios. O país poderá, em breve, ser grande fornecedor de máquinas, aviões e vestuário para os parceiros comerciais árabes.
Entre os países que mais compraram produtos brasileiros estão os do Golfo Arábico. Eles importaram US$ 997,46 milhões no primeiro bimestre de 2011, um crescimento de 30,61% na comparação com o desempenho do ano anterior. Entre eles, o maior comprador do Brasil é a Arábia Saudita, que importou US$ 454,67 milhões no período.
Cresceram, também, as exportações dos países árabes ao Brasil. A Arábia Saudita é o maior fornecedor (exporta principalmente petróleo bruto) e acumula vendas de US$ 402,91 milhões ao Brasil. O crescimento em relação a igual período de 2010 é de 136%.
O valor das exportações brasileiras não cresceu apenas no comércio com nações do Golfo Arábico. Houve aumento também nas vendas aos países do Norte da África. As vendas para esta região atingiram US$ 821,97 milhões, uma alta de 87,55% em relação aos dois primeiros meses de 2010. Já os países do Levante (Iraque, Jordânia, Síria e Líbano) importaram US$ 198,11 milhões em produtos brasileiros, um aumento de 15,98% na comparação com os dois primeiros meses do ano passado.
RECORDE
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) anunciou no início do mês de março de 2011 recorde de exportações em fevereiro. No mês, o país exportou US$ 16,733 bilhões, 23,5% a mais do que no mesmo mês do ano passado. As importações em fevereiro deste ano também foram recordes e atingiram US$ 15,534 bilhões. O superávit comercial no período foi de US$ 1,199 bilhão.
As exportações do Brasil para os países árabes também cresceu em fevereiro deste ano em relação ao mesmo mês do ano passado. No total, o aumento foi de 35,21% para os países árabes e 38,24% para a Arábia Saudita, o maior parceiro comercial da região naquele mês. Do total de exportações, a Arábia Saudita respondeu por 23,82%.
FONTE
Agência de Notícias Brasil-Árabe
Marcos Carrieri - Jornalista
China muda perfil do comércio internacional, nem sempre para melhor...
David Wessel e Paulo Prada
The Wall Street Journal
The Wall Street Journal
Dez anos atrás, a China não era o principal parceiro comercial de nenhuma das economias que formam o Grupo dos 20. Hoje, é o maior parceiro comercial de seis delas (Austrália, Japão, Coreia do Sul, Índia, Rússia e África do Sul), substituiu os Estados Unidos como o maior mercado para exportações de uma sétima (Brasil) e se tornou um dos maiores importadores de todos os demais países do grupo.
"Quando alguém escrever a história da nossa era daqui a 50 ou 100 anos", diz Lawrence Summers, o economista da Universidade de Harvard e ex-assessor do presidente americano Barack Obama, "é improvável que seja sobre a Grande Recessão de 2008 (...) ou sobre os problemas fiscais enfrentados pelos EUA na segunda década do século 21. Será sobre como o mundo se ajustou ao movimento da história convergindo para a China."
O crescimento da China é sentido em praticamente todos os cantos do globo — de maneiras nem sempre bem-vindas. Sua ascensão como uma potência comercial está moldando outras economias, modificando modelos nacionais de negócios da manufatura para as matérias-primas, empurrando moedas em direções às vezes indesejadas e gerando preocupação nos EUA com os salários.
A China, que divulgou déficit comercial em fevereiro, em parte por causa da data do Ano-Novo Lunar, informou que as exportações dos dois primeiros meses do ano foram 21,3% maiores que as de um ano antes; as importações subiram 36%. Já os EUA divulgaram ontem um déficit comercial com a China em janeiro maior que com qualquer outro país. Em janeiro, pelo câmbio atual, as exportações chinesas foram 35% maiores que as americanas. Suas importações foram 14% menores.
Há indícios abundantes do novo poder comercial da China.
No Japão, a maior fabricante de equipamentos de construção civil, a Komatsu Ltd., obtinha 2,3% do faturamento na China há dez anos; hoje em dia ela obtém 19%. Os novos contratados, recém-formados, fazem um curso rápido de duas semanas de chinês, que substituiu as aulas de inglês que a empresa costumava exigir.
A China fornece agora metade das roupas importadas da África do Sul e mais de dois terços dos brinquedos. Em troca, os consumidores chineses desfrutam de vinho sul-africano, sem falar de laranjas egípcias e cacau ganês.
No Brasil, o apetite insaciável da China por matérias-primas está mudando o cenário — literalmente. O homem mais rico do Brasil, Eike Batista, está construindo um porto de US$ 2,6 bilhões na Baía de Sepetiba, no Rio, para os supercargueiros com rumo à China. O Brasil e o Peru quase concluíram uma rodovia para o transporte de produtos das fazendas brasileiras pela Amazônia e pelos Andes para os portos do Peru no Oceano Pacífico.
A máquina comercial chinesa já mostra sinais de desaceleração. Depois de decaírem em 2009, quando o comércio mundial secou durante a crise financeira mundial, as exportações e importações chinesas se recuperaram em 2010. O fluxo de investimento chinês no exterior e de investimento de multinacionais na China vai impulsionar ainda mais o comércio entre o país e os outros, se a história servir de guia.
Para os mercados emergentes, o aumento da renda propiciado pela exportação à China é bem-vindo, mas há temores quanto aos efeitos colaterais indesejados.
Durante anos, o Brasil e seus vizinhos tentaram reduzir a dependência dos EUA com o fortalecimento da indústria local e a promoção de um mercado regional em que os países forneceriam todo tipo de mercadoria um ao outro. Agora, o boom de exportações para a China está fazendo com que o Brasil se dedique menos aos produtos manufaturados de alto valor e volte às commodities. Em 2000, menos de 2% das exportações brasileiras seguiam para a China; em 2009, a parcela tinha crescido para 12,5%, segundo o Fundo Monetário Internacional.
Segundo dados do governo brasileiro, cerca de 80% das exportações brasileiras à China são de commodities agrícolas e minerais; cerca de 90% das importações vindas da China são de produtos manufaturados, muitos deles itens que o Brasil não pode produzir tão barato quanto a China porque seus salários são mais altos. As autoridades brasileiras argumentam com cada vez mais veemência que a China usa a desvalorização do yuan para dar uma vantagem às suas exportações.
E alguns brasileiros temem os efeitos de longo prazo. "A China é um mercado importante para o Brasil, mas o Brasil não pode colocar todos os ovos numa única cesta", diz Rubens Ricúpero, ex-ministro da Fazenda e também ex-dirigente da Conferência da ONU para o Comércio & o Desenvolvimento.
Na África do Sul, que enfrenta pressão dos sindicatos, o governo pediu à China no ano passado que limitasse voluntariamente as exportações de têxteis, retomando cotas que tinham sido retiradas em 2008. A China se recusou. "Se as firmas chinesas não venderem à África do Sul, outros países tomarão nosso lugar", disse o embaixador da China no país, Zhong Jianhua, numa entrevista ao Wall Street Journal.
Na Indonésia, os fabricantes de tecidos, mobílias e eletrônicos têm reclamado das importações chineses que se seguiram à eliminação de tarifas propiciada por um acordo regional de livre comércio. "Não temos a menor condição de competir, apesar de nossos custos trabalhistas serem menores que os deles", diz Sofjan Wanandi, presidente da Associação de Empregadores da Indonésia. A má infraestrutura e os altos juros aumentam os custos na Indonésia, argumenta. "As pessoas estão fechando as portas e se tornando importadoras de produtos chineses."
Cerca de 30% do comércio chinês é feito com os países em desenvolvimento — ante menos de 20% em 2000, afirma o FMI. Mas a maior parte ainda é com os países desenvolvidos.
A China absorve 25% das exportações australianas, ante 4% há apenas uma década. A demanda por matérias-primas e o superávit comercial relacionado, a valorização do dólar australiano e a alta dos juros estão distorcendo a economia da Austrália, fortalecendo as regiões mineradoras do oeste do país enquanto enfraquecem o turismo e outros setores que não o de mineração.
"Temos recursos de que o mundo precisa. Mas precisamos organizar nossas questões para aproveitar isso ao máximo e superar os problemas de uma economia bipolar", disse recentemente Roger Corbett, ex-diretor-presidente da varejista Woolworths Ltd. e integrante do conselho do banco central australiano. Ele defende um imposto sobre a indústria de mineração, que, em essência, ele vê como um imposto para a China.
Uma questão bem espinhosa é se a ascensão da China e de outros mercados emergentes está afetando os salários nos EUA. A visão clássica é que o comércio prejudica alguns trabalhadores e ajuda outros, e no fim das contas o resultado é positivo.
Mas alguns economistas argumentam que quando os países ricos faziam comércio principalmente com outros países desenvolvidos — os EUA com a Alemanha, por exemplo — eles se especializavam mas não concorriam em salários. Eles dizem que a dinâmica do comércio com os países emergentes, onde os salários são baixos, é diferente: mesmo que defendam as virtudes do livre comércio, eles também sugerem que o peso crescente da China e da Índia e o direcionamento cada vez maior para produtos mais sofisticados pode contribuir para a fraca expansão dos salários nos EUA e o abismo crescente entre os beneficiados e os prejudicados pelo mercado de trabalho.
"Para os países desenvolvidos, cada vez mais importações estão vindo atualmente de países de renda média ou baixa", diz Matthew Slaughter, da Escola de Administração Tuck, da Universidade Dartmouth, e ex-assessor da Casa Branca de George Bush. "Embora esses parceiros comerciais emergentes estejam ficando mais ricos, seus salários são, em média, ainda muito menores que os dos EUA." Os salários americanos de todos exceto os trabalhadores com maior nível educacional — imunes à concorrência da China — estão deprimidos por causa disso, diz ele.
Outros economistas insistem que os indícios ainda não dão suporte à tese de que o comércio, em vez da tecnologia, é o culpado pela decepcionante expansão dos salários americanos. Robert Lawrence, professor da Universidade de Harvard que está escrevendo um livro sobre o assunto, diz que "a economia americana se tornou tão especializada que os trabalhadores com nível educacional menor não concorrem mais em pé de igualdade com os trabalhadores das economias emergentes".
(Colaboraram Eric Bellman, Yuka Hayashi e Peter Wonacott)
quarta-feira, 2 de março de 2011
COMÉRCIO EXTERIOR - Setor fecha fevereiro com alta de 23,5% nos embarques ao exterior...
A receita total com a exportação do agronegócio novamente foi destaque na pauta de exportações brasileiras durante o mês de fevereiro. Nesse periodo os embarques cresceram 23,5% ante o mesmo mês do ano passado, enquanto as compras do exterior aumentaram 18,4%. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento. "A balança começa o ano muito positiva. Temos observado que, desde dezembro do ano passado, o crescimento das exportações tem sido maior que o das importações. A situação vem se sustentando nos últimos três meses, mas é difícil dizer como isso vai proceder no futuro", afirmou, Ricardo Schaefer, secretário executivo adjunto do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).
A receita total com a exportação de carnes bovina, suína e de frango in natura cresceu 23,3% em fevereiro de 2011, ante o mesmo mês de 2010. O faturamento total das vendas externas atingiu US$ 916,9 milhões no mês passado, ante US$ 743,7 milhões em igual período de 2010. As vendas de frango movimentaram US$ 502,3 milhões no mês passado, alta de 24,18% sobre os US$ 404,5 milhões de fevereiro de 2010. Em volume, as vendas externas subiram 5,04% entre os períodos.
A carne suína também obteve bons resultados o faturamento com as vendas externas de carne suína foi de US$ 89,9 milhões em fevereiro, alta de 21,16% ante o mesmo mês de 2010. O volume exportado foi 10,81% maior. Já a carne bovina que fechou o mês de fevereiro com a receita 22,5% maior, passando de US$ 265 milhões em 2010, para 324,7 milhões este ano, viu o volume embarcado cair 9,82%, passando de 74,3 mil toneladas para 67 mil este ano.
Outro item que obteve grande destaque foi o etanol. O volume exportado pelo Brasil em fevereiro de 2011 subiu 52% em relação ao exportado em janeiro de 2011 e subiu 38,8% se comparado ao montante exportado em fevereiro de 2010. A receita obtida com as vendas ficou em US$ 101,6 milhões em fevereiro de 2011, alta de 77,6% em relação a janeiro e alta de 54% ante fevereiro de 2011.
A receita com exportações de açúcar em fevereiro deste ano ficou em US$ 734,7 milhões, alta de 10,81% ante o mesmo período do ano passado. Já os volumes embarcaram fecharam com uma retração de 9% ante fevereiro de 2010. "No geral a tendência é de crescimento dos preços das commodities alimentícias", disse Schaefer. A soja, destaque neste ano fechou o período com uma quantidade exportada apenas 7,3% maior.
Crise árabe impacta agronegócios...
São Paulo - A mineradora brasileira Vale suspendeu ontem os trabalhos de comissionamento (testes de produção) de sua primeira planta de pelotização, localizada no distrito industrial de Sohar, em Omã, devido a conflitos no país. A Vale orientou os empregados, na sua maioria omanis, a permanecerem em suas casas. A Vale está investindo US$ 1,356 bilhão em complexo industrial em Omã. Não só os minérios mas também as commodities agrícolas estão sofrendo no momento com a crise no norte da África e Oriente Médio e deve provocar queda nas exportações do agronegócio e redução nos preços, com impossibilidade de desembarque.
Mas, a médio e longo prazo, os produtores de commodities, especialmente de grãos, devem ter ganhos, segundo traders e especialistas ouvidos pelo DCI nos últimos dias. Os países em conflito dependem da importação de alimentos.
Os principais produtos exportados do Brasil para os países árabes são carnes (bovina e frango), açúcar, minérios, cereais, veículos e máquinas. Com os conflitos em andamento, ainda é difícil prever efeitos mais amplos da crise sobre as commodities agrícolas, mas as projeções apontam para viés de alta, principalmente se as expectativas de uma melhor distribuição de renda e da prevalência de um processo mais democrático se confirmarem. Nesse caso, o consumo de alimentos deve aumentar.
O presidente da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Francisco Turra, entende que o mercado de frango e suínos no Oriente Médio deve crescer mais após o fim dos conflitos. Ele esteve esta semana em Dubai, nos Emirados Árabes, e garante que o interesse dos países da região é grande.
Para o analista de commodities agrícolas da Cerealpar, Steve Cachia, que esteve em Malta e acompanhou de perto a movimentação nas áreas de conflito, os preços dos alimentos, um dos principais catalisadores das manifestações, devem subir.
O professor de Economia da Trevisan Escola de Negócios, Alcides Leite, entende que "o aumento do preço do petróleo deve gerar redução no ritmo da economia internacional, que pode levar a redução nos preços das commodities agrícolas e minerais, reduzindo a pressão inflacionária". Leite acredita que comércio externo pode ser prejudicado, devido ao possível desaquecimento mundial, reduzindo o volume de exportações do Brasil.
Custos de "marketing" mais elevados penalizam resultados da Adidas...
A descida foi influenciada pelos altos custos de marketing que a empresa suportou e estima-se um abrandamento no crescimento dos lucros em 2011.
A Adidas registou no quarto trimestre de 2010 uma queda do lucro de 64% face ao mesmo período de 2009. A descida foi influenciada pelos altos custos de marketing que a empresa suportou e estima-se um abrandamento no crescimento dos lucros em 2011.
O resultado líquido da segunda maior empresa de equipamentos desportivos foi de 19 milhões de euros no quarto trimestre de 2009, descendo para 7 milhões de euros no mesmo período do ano passado, anunciou a empresa. Os dez analistas consultados pela Bloomberg estimaram um lucro, médio, de 7,4 milhões de euros.
A Adidas não deu números à subida dos custos de marketing, os quais incluíram uma campanha publicitária no início da temporada da NBA nos Estados Unidos. A empresa de equipamentos desportivos estimou que os ganhos por acção irão registar uma subida de 10% para 15%, este ano, depois de terem mais que duplicado em 2010. A expectativa foi bem recebida no mercado, com as acções a subirem mais de 2% na bolsa de Frankfurt.
Os custos de produção irão subir, “significativamente”, como consequência da subida dos preços das matérias-primas. “As perspectivas de crescimento dos lucros estão no nível mais baixo que os analistas estimaram este ano”, disse Klaus Kraenzle, analista da Quandt em Frankfurt.
Os efeitos da subida de preços das matérias-primas vão limitar o aumento dos lucros da marca Reebok e o crescimento das vendas nos mercados emergentes, de acordo com a Adidas citada pela Bloomberg. A empresa acrescentou “a Adidas vai ter de encontrar alternativas para compensar o aumento dos custos este ano para retomar o crescimento, por exemplo aumentando os preços”, disse a analista Martina Noss, antes de ser emitido o relatório com os resultados.
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