Seguidores do Blog

BUSCA PERSONALIZADA

Busca personalizada

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Design e simplicidade na coleta seletiva do lixo gerado na mesa do escritório


Design e simplicidade na coleta seletiva do lixo gerado na mesa do escritório
Designer cria solução prática para separar o lixo do escritório e os demais resíduos do dia-a-dia




Enquanto escrevo este texto, xingo toda a geração de quem produziu um copinho plástico de café tão frágil. Isso por que acabo de ser vítima de um design falho que permitiu uma embalagem mais mole que miojo cozido.
Esse não é apenas o único problema, fica a dúvida do que fazer com o copo e aquele restinho de café no fundo. Jogar na lixeira do escritório e deixar o problema para a moça da limpeza ou sair correndo com ele até o banheiro e jogar na lixeira de lá?
A situação acima apenas ilustra uma situação do cotidiano daqueles que passam horas no escritório, estúdio ou redação. Como ser ecologicamente correto no trabalho se nem separamos o lixo da nossa própria mesa?
É claro que a solução não seria colocar diversos cestinhos de lixo colorido debaixo da mesa. Foi pensando em uma solução que o designer Hu Xinyuan criou uma alternativa simples e fácil de usar.
Feita de plástico, o adaptador criado por Xinyuan separa o lixo de escritório dos demais resíduos diários. Infelizmente a coleta seletiva de Xinyuan é apenas um projeto (por enquanto).
A ideia é muito boa, mas confesso que faria algumas adaptações. Para ficar ainda mais “verde” essa coleta seletiva, os adaptadores poderiam ser produzidos de plástico reciclado.

Governo aposta em marketing para aumentar visitação de estrangeiros...

Governo aposta em marketing para aumentar visitação de estrangeiros


Pernambuco deve adotar uma estratégia mais agressiva de divulgação no exterior em 2011. Ao contrário do ano passado, quando grande parte dos recursos foi direcionada para ações em conjunto com os demais estados do Nordeste, desta vez a Secretaria de Turismo apostará em divulgações específicas nos mercados-foco, aproveitando a oportunidade de promoção regional, mas sem limitar as ações de marketing.

´Estamos vivendo um momento muito bom para a economia do estado, inclusive na questão da visibilidade, e vamos procurar ser um pouco mais agressivos nesta divulgação`, destacou o secretário de Turismo de Pernambuco, Alberto Feitosa, em balanço realizado na Feira Internacional de Turismo, em Madri, na Espanha.

Entre os mercados emissores de turistas considerados prioritários para o trade pernambucano estão Estados Unidos, Argentina, Chile, Portugal, Espanha, Itália, Alemanha, França, Inglaterra, Holanda e os países da Escandinávia. Luciana Fernandes, gestora de Mercado Internacional da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), lembra que outro nicho potencial para a divulgação do estado é a Rússia, inclusive pela possibilidade de voos através da TAP e da Iberia.

Hotelaria
Entre os investidores, de acordo com Alberto Feitosa, estão redes hoteleiras interessadas em expandir a sua fatia de clientes, mas que foram prejudicadas com a falta de crédito para desenvolvimento dos projetos, devido à crise econômica internacional. ´Ficamos surpresos com o interesse dos investidores pelo Brasil e por Pernambuco durante a Fitur. Estamos com disposição para recebê-los, e encaminharemos as demandas à AD-Diper (Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco), para darmos o suporte necessário. Temos um manual do investidor também, que traz orientações sobre financiamentos no Brasil`, explicou o secretário.

Outra ação definida para a divulgação internacional de Pernambuco é a contratação de uma agência de comunicação para identificar os melhores canais de publicidade e propaganda. ´Os recursos são poucos e não podemos errar o alvo, tateando sem ter a certeza da melhor estratégia`, pontuou Feitosa.

Por Juliana Cavalcanti, do Diario de Pernambuco

FONTE: http://www.diariodepernambuco.com.br/economia/nota.asp?materia=20110126100446

Governo examina medidas para conter importações

Governo examina medidas para conter importações


BRASÍLIA – Técnicos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) examinam alternativas como a imposição de barreiras tarifárias para conter importações consideradas prejudiciais para alguns setores da produção nacional. Uma das propostas é acionar a Receita Federal para aumentar o rigor contra as importações fraudulentas. Os estudos ainda estão em fase inicial.

Paralelamente, o MDIC pretende adotar medidas de estímulo à produção nacional. Os técnicos examinam hipóteses como a desoneração de alguns produtos e medidas denominadas de racionalização tributária. Para os especialistas, é necessário implementar ações que dêem as respostas desejadas ao setor privado.

O objetivo é recuperar a balança comercial positiva em relação a maior parte dos parceiros econômicos do Brasil. Os técnicos concluíram que é crescente o ritmo de importações em decorrência da desvalorização do dólar em relação real e, por isso, é necessário buscar meios para tentar manter a balança comercial superavitária.

A imposição de barreiras comerciais para determinados produtos está em análise pelos técnicos. A lista de produtos sujeitos a essas restrições ainda não foi concluída, mas a ideia é priorizar as mercadorias que têm similares produzidos no Brasil ou que têm condições de serem fabricados no país. Para a elaboração dessa lista, os técnicos examinam a relação de produtos que ingressam no Brasil de forma considerada não leal, como afirmam. Na prática, se referem aos produtos que são alvo de fraudes e pirataria.

Ao mesmo tempo que os técnicos examinam alternativas para a balança comercial brasileira, a presidenta Dilma Rousseff vai intensificar as conversas com os líderes estrangeiros. O Mercosul é prioridade. No próximo domingo, ela desembarca em Buenos Aires, na Argentina. Já tem reuniões marcadas em Assunção, no Paraguai, em 26 de março, e previsão de ir, no mesmo período, para o Uruguai.

Antes, em 16 de fevereiro, Dilma estará no Peru para a Cúpula América do Sul-Países Árabes. Um dos principais temas da reunião é o fortalecimento do comércio entre as duas regiões. A presidenta também vai se reunir até abril com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o da China, Hu Jintao. Norte-americanos e chineses são os principais parceiros comerciais dos brasileiros atualmente.

Governo discute implantação de produtora de biodiesel em Nova Mutum...


O governador Silval Barbosa se reuniu nesta terça-feira (25.01) com o prefeito de Nova Mutum, Lírio Lautenschlager, e os representantes da empresa Bunge, o vice-presidente de Gestão e Inovação de Processos, Martus Tavares, e o vice-presidente de Agronegócios, Murilo Braz Santana. No encontro, o governador conferiu a planta de construção de uma unidade produtora de biodiesel em Nova Mutum.

Segundo o vice-presidente Murilo Braz, a empresa Bunge já funciona no município desde maio de 2009, quando foi inaugurada a unidade esmagadora de soja com capacidade de produção de quatro mil toneladas por dia. “A proposta é realizar uma ampliação deste complexo para que em breve possamos produzir o biodiesel”, comenta. Murilo afirma que o projeto representa um investimento de R$ 60 milhões, com a capacidade de produzir cerca de 120 mil litros do combustível ao ano.

Segundo o prefeito Lírio Lautenschlager, o governador se posicionou positivamente, no sentido de gerar incentivos para a construção do complexo. “A reunião foi produtiva, e uma ação destas é importante pois vai colaborar com o desenvolvimento do município, gerando emprego e renda à população”, finalizou.

De acordo com o secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Pedro Nadaf, Mato Grosso é o principal produtor de biocombustivel do Brasil. Ele enfatiza que além de atrair novos investimentos, o Governo do Estado, por meio do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Prodeic), também beneficia a ampliação das empresas já instaladas no Estado. “Temos muita matéria-prima para o biocombustível e é muito importante para a economia mato-grossense ter mais uma empresa investindo nesse setor. Isso gera emprego e renda para a região e, consequentemente, melhora a qualidade de vida da população”. 

fonte: http://www.24horasnews.com.br/index.php?mat=356985

Crescimento acelerado pode criar bolha - Especialistas acreditam que valores do mercado imobiliário devem sofrer estabilização...


O crescimento acelerado e a valorização de mais de 100% em curto espaço de tempo em determinadas regiões colocam o mercado imobiliário de Uberlândia em xeque: o boom vai continuar nos próximos anos ou os valores deverão sofrer estagnação? Segundo o economista Lourenço Diniz Faria, o aumento se deve à constante facilidade de acesso ao crédito e, caso continue, o acréscimo pode criar uma bolha imobiliária, que acontece quando os preços sobem apenas por causa da aposta de que o valor ganho com a venda será maior no futuro. Ou seja, é a expectativa sobre a própria variação dos preços que dita o ritmo do mercado.

No entanto, profissionais com décadas de experiência no mercado imobiliário de Uberlândia acreditam que isso não deve acontecer e que os preços devem estabilizar a partir deste ano. “A tendência é de que haja estabilidade a partir de agora. Pode haver alteração de preço em meados de 2013, mas este ano e o próximo não devem ter crescimento acelerado como o que foi registrado nos últimos dois anos”, disse Ivan Graciano da Costa, proprietário de uma imobiliária e com experiência de 30 anos no mercado imobiliário. Segundo ele, o mercado está mais parado. “Quem está aumentando muito o preço não está vendendo”, afirmou.

O vice-presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis e Condomínios Comerciais e Residenciais (Secovi) em Uberlândia, Cícero Heraldo Oliveira Novaes, também não acredita em bolha. “O que vai acontecer é que, ao longo de um tempo, haverá a permanência desses preços, que estão altos, e que serão absorvidos pelo mercado. Mas neste momento não haverá aumento expressivo por um grande período, a não ser que aconteça algo extraordinário, que a gente não consiga prever”, afirmou.
Oferta não acompanha a demanda
De acordo com o economista Lourenço Diniz Faria, a valorização excessiva dos imóveis e terrenos em Uberlândia funciona em concordância com a lei da oferta e da procura. “É o encontro da demanda com a oferta que acaba jogando o preço para cima. Aqui, em Uberlândia, a demanda está crescendo muito, em virtude da vinda de muitas pessoas de fora e a instalação de novas empresas. E a oferta não conseguiu acompanhar esse aumento da demanda. Por isso o preço subiu muito. Está vindo muito mais gente do que o número de imóveis disponíveis”, disse.

Segundo ele, quanto mais a cidade crescer, maiores serão os preços. “Hoje, além de a renda da população aumentar, há as facilidades de acesso ao crédito. Com isso é muito fácil adquirir um imóvel próprio. Enquanto essa tendência continuar e o crescimento demográfico também, os valores continuarão subindo. Por enquanto, é difícil prever quando haverá estabilização do mercado”, disse.

Investimento financeiro ou familiar
Embora pense que o valor pago é maior do que o produto vale, o administrador de empresas Leonardo Buiatti decidiu, no mês passado, comprar um apartamento de 45 metros quadrados na zona Sul de Uberlândia. O valor total de R$ 82 mil foi financiado em 300 meses, o que totaliza 25 anos, com parcelas de R$ 600 por mês, com redução gradativa. "A minha visão é de que os imóveis realmente estão muito caros, mas os investimentos em poupança e CDB [Certificado de Depósito Bancário] não estão valendo a pena. E como o mercado imobiliário é um investimento seguro, no futuro penso em colocar para alugar e, quem sabe, com o próprio valor recebido eu pagar o investimento", disse. A opção pelo apartamento foi pela localização. “A região sul é a que mais cresce na cidade. Pesquisei em outros lugares, mas optei por este local pelo fácil acesso e possível valorização no futuro”, afirmou.

Mais do que investimento financeiro, o advogado Murilo Natal comprou um imóvel há nove meses pensando na família. O valor de R$ 84 mil por um apartamento de 78 metros quadrados foi financiado em 20 anos, o que resulta em 240 meses. “A princípio eu pensava em investir, mas depois de fechar negócio decidi morar no local. Acho que não vale o que custa e acredito que todo esse aumento seja fruto da especulação imobiliária. Mas se você consegue diluir o valor do bem em parcelas suaves, fica mais fácil comprar”, afirmou.
Compra deve ter pesquisa
Para quem já decidiu que quer comprar um imóvel, a pesquisa de preços e localização é fundamental. É o que explica o líder de projetos Johnatan Carlos Pereira Godoy, que há três meses está com o difícil trabalho de encontrar o lugar ideal para morar com a mulher. “Já olhei em vários bairros. Acho que os preços estão muito inflacionados e acaba não valendo o que pedem. Já olhei apartamentos entre R$ 110 mil e R$ 130 mil, mas nessa faixa de preço considero os imóveis pequenos para o valor que custam”, afirmou. Segundo ele, a escolha será inevitável. “Devo acabar comprando por uma necessidade pessoal, pois moro de aluguel e preciso de um imóvel próprio. Mas ainda vou olhar com bastante calma para encontrar o melhor custo benefício", disse.
Há facilidade de crédito
A facilidade de acesso ao crédito e a menor burocracia para liberação de financiamentos deverão continuar em 2011, segundo previsão do gerente licenciado da Caixa Econômica Federal (CEF), Delfino Rodrigues, que tem 21 anos de experiência no mercado financeiro. "De 10 anos para cá houve uma reviravolta nos financiamentos. Antes era difícil [o crédito] ser aprovado e hoje facilitou bem, está menos burocrático e mais ágil. E isso deve continuar este ano, ainda mais com os programas do governo para aumentar o número de moradias do país", afirmou. De acordo com ele, para conseguir um financiamento na CEF é preciso ser maior de 18 anos, não ter restrição de crédito no mercado, comprovar renda e fornecer os documentos solicitados para o tipo de crédito.
Financiamentos têm poucos maus pagadores
Quando se fala em aumento dos financiamentos feitos no país e facilidade do acesso ao crédito, vem a dúvida sobre aumento da taxa de inadimplência. Mas um estudo realizado pela consultoria MB associados, a pedido da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), divulgado há cinco meses, registrou que o número de inadimplentes de financiamentos está em constante redução desde 2006 (veja box). O resultado que era de 6,3%, hoje não ultrapassa a casa dos 2,52%, o que resulta em um decréscimo de 60% em cinco anos. De acordo com a pesquisa, é considerado inadimplente quem deixa de pagar pelo menos três mensalidades do financiamento.
Taxa de inadimplência* em financiamentos
2006 - 6,3%
2007 - 4,23%
2008 - 3,07%
2009 - 2,56%
2010 - 2,52%
*Mais de três mensalidades atrasadas
Fonte: Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip)
Valores estimados

Imóveis
Apartamento 49 metros quadrados
Bairro Jaraguá – R$ 100 mil
Apartamento 53,5 metros quadrados
Bairro Santa Mônica – R$ 120 mil
Apartamento 49 metros quadrados
Bairro Santa Mônica – R$ 115 mil
Apartamento 49 metros quadrados
Bairro Santa Mônica – R$ 115 mil
TerrenosLocalização: Bairro Santa Mônica
Preço: R$ 180 mil
Localização: Alto Umuarama
Preço: R$ 85 mil
Fonte: Rotina Imobiliária
Condomínios fechados
De
Valor: R$ 43,6 mil - 312 metros quadrados
Localização: Região Sul - Condomínios de classe média
Até
R$ 500 mil - 1 mil metros quadrados
Localização: Região Sul - Condomínios de classe alta
Fonte: Imobiliárias de UberlândiaPesquisa feita de acordo com o preço por metro quadrado, que varia de R$ 140 a R$ 500 dependendo da localização.

fonte: http://www.correiodeuberlandia.com.br/texto/2011/01/23/51573/crescimento_acelerado_pode_criar_bo.html

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Lições da bolha imobiliária espanhola para o Brasil...

Lições da bolha imobiliária espanhola para o Brasil

Publicado originalmente no blog “O pequeno investidor

Alguns países europeus estão repetindo o caminho trilhado pelos Estados Unidos. Para estimular o consumo e o emprego, os governos destas nações facilitaram a concessão de crédito, estimulando as pessoas a adquirirem mais bens de consumo, incluindo carros, eletrodomésticos e… imóveis. A Espanha é um dos países que, em razão dessa política, tem sofrido bastante com essa situação, que elevou, nos melhores momentos da economia, os preços das unidades imobiliárias a níveis inéditos. Muita gente lucrou, até que a demanda pelos imóveis começou a cair, já que pouca gente tinha condições financeiras de continuar a adquirir sua “casa própria”. Este é o lado mais triste de uma bolha imobiliária, e acredito que podemos aprender bastante com a experiência espanhola.

Em fevereiro de 2009, o jornal El País publicou um excelente artigo dos economistas Manuel Arellano e Samuel Bentolila, professores do Centro de Estudos Monetários e Financeiros, sobre a situação. Embora tenha sido publicado há quase dois anos, acredito que o texto apresenta informações preciosas para nós, que estamos vivenciando uma situação bastante parecida com a vivida nos melhores anos do crescimento do crédito. Por essa razão, traduzo o artigo para o site. Destaquei, com comentários e negritando alguns trechos, as passagens que julguei mais importantes.

Fonte: Jornal El País
Título: ¿Quién es responsable de la burbuja inmobiliaria?
Url:http://www.elpais.com/articulo/primer/plano/Quien/responsable/burbuja/inmobiliaria/elpepueconeg/20090222elpneglse_2/Tes

Uma geração de espanhóis perderá suas economias porque investiu em imóveis cujos preços estão despencando. Assim, não poderemos contar com o que esperávamos para a velhice e para nossos filhos. Muitos se endividaram tanto que agora não podem cumprir com suas obrigações. Além disso, nos especializamos em ser pedreiros, encanadores, eletricistas, caminhoneiros, vidraceiros, fabricantes de portas, vigas, gruas, lajotas, vendedores de hipotecas, corretores e várias outras ocupações relacionadas à construção; e agora, nossa experiência de trabalho já não vale nada e teremos que nos dedicar a outra coisa.

Além disso, o milagre econômico espanhol era uma miragem [nota minha: e o nosso? Será que vai pelo mesmo caminho?], porque nos dedicamos a construir casas que não construiríamos se soubéssemos o pouco que valeriam no futuro.Uma casa só vale para viver nela, e se ninguém quer fazer isso, então não vale nada. Compramos apartamentos que estão fechados ou aos quais vamos uns poucos dias por ano – não porque tivemos grandes desejos de comprar imóveis, mas porque pensávamos que eram uma reserva de valor para o futuro.

É importante destacar, ainda, que nossos bancos se dedicaram a financiar imobiliárias e construtoras que, agora, não podem pagar o dinheiro emprestado, o que poderia levar à falência das instituições financeiras. Nossas prefeituras desfrutaram de recursos insustentáveis graças à qualificação de terrenos e os gastos a que nos acostumamos acabaram. Além disso, também não poderíamos adquirir os carros que compramos, porque éramos menos ricos do que acreditávamos [nota minha: no Brasil, a concessão de crédito para a compra de automóveis também disparou nos últimos anos - em alguns casos, com financiamentos de 5, 6 anos]. Dessa situação resultou uma completa distorção do tecido produtivo.

Finalmente, quando este tipo de atividade insustentável parou, a economia entrou em recessão. Para começar a entender esse desvario, de consequências tão negativas, é necessário relembrar o cenário que seguiram os preços imobiliátios na Espanha, suas causas, sua previsibilidade e o que poderia ter sido feito para evitá-lo.

O crescimento do setor de construção.

O crescimento da construção civil tem sido altíssimo, na ordem de 5% ao ano entre 1996 e 2007. Entre 1998 e 2007, a quantidade de imóveis cresceu em torno de 30% do total, com um acréscimo de 5.7 milhões de unidades. No terceiro trimestre de 2007, a construção civil empregava 13,3% de toda a massa trabalhadora, muito acima, por exemplo, dos 6,7% da Alemanha e dos 8,5% do Reino Unido.

Vários fatores estimularam a demanda por imóveis. Destacam-se a expansão econômica (em parte devida ao próprio boomimobiliário) e à consequente queda no desemprego [nota minha: no Brasil, paralelamente ao crescimento no setor de construção civil, temos visto uma queda brusca no desemprego, justamente por conta das contratações no setor, como pode ser observado neste artigo publicado no Correio Braziliense], e à redução dos juros no financiamento imobiliário em razão da integração na zona do euro, de 11% em 1995 para 3,5% entre 2003 e 2005, que muitas vezes eram negativos depois que descontávamos a inflação. Além disso, a concorrência bancária facilitou o acesso e melhorou as condições do crédito imobiliário. Também aumentou o número de lares, em especial devido à entrada massiva de imigrantes, ao redor de 4.2 milhões entre 1996 e 2007. Por último, cresceu a compra de imóveis por famílias que não tinham interesse em residir neles, em uma magnitude difícil de calcular [nota minha: este também é o perfil de muitos compradores de imóveis no Brasil, que os adquire para lucrar com a valorização do bem no futuro].

A oferta respondeu à maior demanda, como mostram os dados anteriores, mas não a satisfez completamente, o que deu lugar a uma grande subida nos preços de imóveis: de uma taxa de crescimento anual de 1% entre 1995 e 1997, ela cresceu para 18% em 2003 e 2004. Em média, entre 1995 e 2007, a taxa de crescimento dos preços imobiliárias foi de quase 10% anual.
Na realidade, na medida em que os agentes têm expectativa de crescimento futuro dos preços de imóveis e a demanda se vê influenciada positivamente por ela, durante um tempo foi possível observar uma espiral de crescimento da demanda, da oferta e dos preços.

Houve uma bolha especulativa?

Uma bolha se caracteriza pela presença de altos volumes de transação a preços muito distintos do valor econômico fundamental. Não é fácil identificar essa situação, pela dificuldade de calcular este valor. Muitas vezes, uma bolha é identificada apenas depois, após um colapso brusco nos preços. Apesar disso, no mercado imobiliário, em razão de sua liquidez baixa, o colapso é mais lento que nos mercados financeiros e inicialmente se manifesta mais nas quantidades do que nos preços. Na Espanha, a venda de imóveis despencou em 2008, calculando-se que no final do ano havia entre 650.000 e 1.300.000 imóveis novos disponíveis no mercado.

Em todo caso, a valorização dos imóveis espanhóis entre 1997 e 2007 foi de 191%, segundo o The Economist, a segunda maior da União Europeia e superior à de países onde não se duvida da existência de uma bolha, como o Reino Unido (168%) ou os Estados Unidos (85%). No terceiro trimestre de 2007, o preço dos imóveis novos subiram 3,7% em termos inter-anuais, e o dos imóveis usados caiu 11,4%, em comparação com as respectivas taxas de aumento de 9,2% e de 7,5% do ano anterior. A rapidez e a magnitude da mudança dessa situação apontam para a existência de uma bolha.

Mais rigorosamente, os fatores fundamentais antes citados (a expansão econômica, a queda nas taxas de juros…) não explicam por si sós os preços a que chegamos. As estimativas disponíveis – por exemplo, as do Servicio de Estudios del Banco de España – indicam que os preços observados estavam muito acima dos níveis justificados pelos fundamentos econômicos. Esta supervalorização estava entre 8% e 20% já em 2003 e entre 24% e 35% em 2004. Assim, parece claro que uma parte significativa da inflação nos preços se deveu a motivos especulativos: as pessoas compravam casas como investimento porque esperavam que se valorizassem. Além disso, eram considerados um investimento seguro [nota minha: muitas construtoras alardeiam justamente isso em suas propagandas], quando comparado ao risco dos ativos financeiros revelado pela queda nas bolsas de valores em 2002.

Vale a pena assinalar que uma bolha não tem nada a ver com os estados de otimismo ou pessimismo coletivos que podemos associar a níveis de atividade econômica altos ou baixos, pela via de um mecanismo de expectativas autorrealizáveis. No caso de uma bolha, os preços não cumprem sua função de mecanismo de atribuição correta de recursos e produzem equívocos reais. Se a bolha é grande e duradoura, a mal atribuição de recursos de investidores, empresas e trabalhadores pode causar uma enorme destruição de riqueza real.

Era sabido que havia uma bolha?

Desde 2002, o Banco de España alertava sobre a supervalorização dos imóveis, ainda que tenha sido demasiadamente otimista sobre a probabilidade de que ela fosse “compatível com uma reabsorção paulatina e ordenada”, talvez por temer estourar a bolha. Em 2003, The Economist estimava a supervalorização na ordem de 52%. Em 2004, o FMI a situava entre 20% e 30%. Entre os economistas espanhóis, José García-Montalvo a estimava, em 2003, em aproximadamente 28,5%, indicando: “em resumo, é muito provável que o mercado imobiliário espanhol seja uma bomba-relógio esperando para ser detonada”. Não obstante, tanto políticos quanto empresários negaram repetidamente até pouco tempo que havia uma bolha [nota minha: o que também está acontecendo no Brasil].

Os responsáveis políticos estavam conscientes da bolha?

O programa eleitoral do PSOE de 2004 falava em “um novo modelo de crescimento mais sólido que o atual”. Seu candidato a presidente do Governo, José Luis Rodríguez Zapatero, dizia: “Como temos um modelo econômico econômico baseado na construção e na hipoteca, as famílias espanholas estão hoje mais endividadas do que nunca em sua história”. E o então coordenador do programa econômico do PSOE afirmava: “Essa política de aluguel que propomos (…) evita que as pessoas, ante a uma mudança de expectativas, passe a vender seus imóveis e a levar a uma queda de preços, o que seria catastrófico”. Certamente, o então ministro de economia do PP declarava: “A verdade é que estamos assentados sobre um ciclo de longa duração e com poucas incertezas. Isto é indiscutível. O importante é que é um modelo duradouro”[nota minha: aqui no Brasil, em diversas ocasiões nossos políticos dizem que o crescimento econômico atual é sustentável - mas será que estamos fazendo algo de tão diferente do governo espanhol?].

Poderia ter sido feito algo para evitar a bolha?

Estourar uma bolha é mais fácil (tecnicamente) se pudermos contar com a ferramenta adequada: a taxa de juros. É mais difícil quando não o temos, como na Espanha, que os deixou nas mãos do Banco Central Europeu (que durante muito tempo os manteve demasiado baixos para as necessidades da economia espanhola). Não obstante, pensamos que as seguintes medidas, orientadas a conhecer realmente o nível de preços dos imóveis e a reduzir as distorções fiscais que tornavam artificialmente rentável este tipo de investimento, teriam mitigado a bolha:

1. Melhorar a informação sobre os preços de imóveis. Diferentemente de outros países, na Espanha não existe informação sobre os preços reais de transação [nota minha: este também é um problema no Brasil, onde não há dados estatísticos confiáveis sobre os preços imobiliários]. Somente a partir de 2008 tivemos dados registrados provenientes de cartórios e apenas na forma de índice, e não de valor monetário (talvez por levar à suspeita de uma declaração dos valores escriturados por preços menores que os realmente praticados). Até então só havia séries oficiais do Ministério de Habitação, elaboradas a partir de dados declarados pelas empresas que avaliavam imóveis para a concessão de hipotecas. Por motivos óbvios, esta não é uma fonte confiável. E a política de informação oficial tem sido lamentável. Por exemplo, o Ministério anunciou, em outubro de 2004, que iria suspender a publicação dos dados relativos aos preços de imóveis – o que foi logo retificado. Em seguida, introduziu uma mudança metodológica que enviesava a medição dos preços em baixa. Atualmente, este Ministério não oferece nenhum dado de preços anterior a 2005! E em nenhum momento se atentou que o público estivesse consciente da possível supervalorização dos imóveis.

Sem embargo, seria possível contar com informação sobre o valor real das transações imobiliárias, por exemplo, assentada sobre as enquetes de lares realizadas pelo INE, ou levando a cabo uma pesquisa específica para este objetivo, e utilizá-la para corrigir a medição de preços.

2. Reduzir a dedução fiscal dos imóveis próprios no imposto de renda, que enviesa fortemente as decisões de investimento em imóvel, frente a outros ativos, o que, junto com a lei de arrendamento, favorece a aquisição da casa própria (81,3% dos lares em 2005 eram próprios) frente ao aluguel. Em 2002, 79,7% da riqueza bruta dos lares correspondia a bens imóveis, frente a 75,5% da Itália ou a 38,4% dos Estados Unidos. Em 2005, o percentual já era de 80%. Em 1998, o Governo do PP reduziu a altíssima dedução existente, mas depois não avançou por este caminho.

3. Aumentar a pressão dos fiscais da Receita Federal sobre as empresas sobre as empresas e as transações imobiliárias. Estimativas recentes situam a Espanha, entre 2004 e 2005, como o terceiro país desenvolvido com maior economia informal (20,5% do PIB), atrás da Grécia e da Itália. Este percentual se reduziu apenas em 2,2% desde 2000. Provavelmente, uma parte importante da atividade informal ocorre por meio do mercado imobiliário. O Sindicato de Técnicos do Ministério da Fazenda estima a evasão fiscal no setor imobiliário em 8.600.000.000 de euros anualmente (cerca de 0,8% do PIB).

Por que não se tentou desinflar a bolha?

Em primeiro lugar, porque a construção é um setor de mão de obra intensiva, o que é importante em um país com uma taxa de desemprego estruturalmente alta. Em segundo lugar, porque o aumento do valor dos imóveis favorece o eleitor mediano, que é proprietário de seu imóvel. E em terceiro lugar, porque o setor imobiliário paga muitos impostos para o setor público, nos níveis nacional, estadual e municipal. Por exemplo, em 2004 o setor sustentava 60% do orçamento (excluindo passivos e transferências correntes) da cidade de Valência e 50% de Madrid.

O governo do PP se equivocou em sua lei de liberação do solo de 1998. Acreditava que, com mais terra, aumentaria a quantidade de imóveis e os preços cairiam. Erro crasso. Imóveis não eram comprados e construídos porque eram baratos, mas porque eram caros e as pessoas tinham a expectativa de que ficariam ainda mais caros no futuro. Assim, a lei do solo pôs mais lenha na fogueira da bolha, desencadeando uma frenética atividade imobiliária graças à qual os governos locais encheram o tesouro municipal (quando não os seus próprios bolsos [nota minha: qualquer semelhança com o “Minha Casa, Minha Vida” e com os programas de incentivo ao crédito imobiliário não é mera coincidência].

De sua parte, a tentativa do governo do PSOE de fomentar o imóvel protegido e o aluguel, bem como a nova lei do solo de 2007, foram totalmente ineficazes. Na verdade, ela tem se limitado a aumentar a agonia da bolha.

Em suma, ambos os governos falharam em um ponto crucial:proteger os cidadãos de desmandos econômicos que destruam suas economias, seu emprego e sua prosperidade. É um fracasso com o qual se deve aprender para o futuro e pelo qual devemos pedir a responsabilização dos culpados.

Exportações do agronegócio atingem us$ 76,4 bi em 2010...




Exportações do agronegócio atingem us$ 76,4 bi em 2010

O agronegócio deu importante colaboração para as vendas externas brasileiras no ano passado. O setor foi responsável por um volume recorde de exportações de US$ 76,4 bilhões em 2010.

Na comparação com 2009, quando foi exportado um volume de US$ 64,7 bilhões, o avanço foi de 18%. O resultado do ano passado superou o melhor desempenho anterior, obtido em 2008, quando o agronegócio do Brasil exportou US$ 71,8 bilhões.

Contudo, o setor também registrou, na comparação com 2009, um crescimento de 35,2% nas importações, que passaram de US$ 9,9 bilhões para US$ 13,4 bilhões no ano passado. Com isso, a balança comercial do agronegócio encerrou 2010 com um superavit de US$ 63 bilhões, superior em US$ 8,1 bilhões ao registrado no ano anterior.

Em comparação, o resultado da balança comercial do agronegócio foi mais de três vezes superior ao saldo positivo obtido pela balança comercial brasileira geral, que foi de US$ 20,3 bilhões no ano passado.

Apesar do bom resultado, a participação das exportações do agronegócio no total das vendas externas brasileiras recuou de 42,5% em 2009 para 37,9% no ano passado. De acordo com o Ministério da Agricultura, que divulgou nesta quarta-feira os dados, esse resultado se explica porque as vendas de outros produtos tiveram alta superior à apurada no setor.

A soja manteve a liderança entre os produtos exportados pelo agronegócio brasileiro no ano passado, apesar da redução da participação de 26,6% em 2009 para 22% em 2010. Já o complexo sucroalcooleiro teve um desempenho muito forte (18% das exportações), superando as carnes, que ficaram com 17,8% das vendas externas do setor.

O mercado asiático respondeu, no ano passado, por 30,1% de todas as exportações do agronegócio brasileiro, reafirmando o caráter de comprador de commodities brasileiras. No continente, destaque para a China, maior mercado individual para o agronegócio brasileiro e responsável por 14,4% do total exportado.

Já a União Europeia, região na qual o Brasil encontra dificuldades em decorrência do protecionismo, segue como segundo principal destino das vendas externas do agronegócio, com 26,7% das compras.

fonte: Folha Online

Exportações do Agronegócio – Crescimento em 2010...

Exportações do Agronegócio – Crescimento em 2010


O ano passado foi relativamente bom para basicamente todos os setores que exercem grande movimentação financeira pelo país. Caso semelhante e cabível a essa introdução é o deagronegócios, com vendas de US$ 76,4 bilhões em 2010, montante 18% acima dos US$ 64,7 bilhões conquistados em 2009 e também superior ao recorde de 2008, quando US$ 71,8 bilhões foram constatados.
De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, as importações, por outro lado, saltaram 35,2%, para US$ 13,4 bilhões em 2010 contra de US$ 9,9 bilhões em 2009. Deste modo, revela matéria veiculada pelo Terra, a balança comercial conglomerou superávit de US$ 63 bilhões no ano passado.
O grande impulsionador do resultado foi o açúcar, com comercialização 52,3% maior em 2010 sobre 2009. Esse efeito foi gerado pelo crescimento  do volume exportado atrelado ao incremento da cotação no mercado global – no ano passado o valor ascendeu mais de 32%.
Além das características anteriormente citadas, o incremento dos preços foi também impulsionado pela quebra de safra na Índia há algum tempo, cabendo a esse mercado, pois, recorrer ao Brasil para a reposição de seus estoques.
Por Luiz Felipe T. Erdei

COMÉRCIO EXTERIOR: Rondonópolis lidera exportações no Mato Grosso...

COMÉRCIO EXTERIOR: Rondonópolis lidera exportações no Mato Grosso...


O município de Rondonópolis lidera o ranking das exportações de Mato Grosso. Indústrias e empresas instaladas na cidade exportaram em US$ 872,262 milhões ao longo de 2010, à frente das cidades de Sapezal, com US$ 558,390 milhões em exportação, de Nova Mutum, com US$ 493,783 milhões, e de Cuiabá, com US$ 465,729 milhões. Contudo, a quantia local enviada ao exterior em 2010 foi 4,88% menor do que o registrado em 2009, segundo dados do  Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

As exportações de Rondonópolis foram equivalentes a 14,76% da quantia geral de Mato Grosso no ano passado, que chegou a US$ 5,948 bilhões. Os produtos mais enviados ao exterior pela cidade foram os resíduos sólidos obtidos da extração do óleo de soja, com US$ 518,166 milhões, além do algodão, com US$ 129,343 milhões, e dos grãos de soja, com US$ 97,231 milhões. As carnes de suínos somaram em 2010 um volume em valores da ordem de US$ 66,651 milhões e o óleo de soja bruto, US$ 29,110 milhões. Vale ressaltar que houve um aumento ano passado de 56,27% nas exportações de grãos de soja, item em que a cidade vinha perdendo espaço para cidades produtoras.


Os principais destinos da exportação rondonopolitana foram os Países Baixos (US$ 148,027 milhões), a França (US$ 121,599 milhões) e a China (US$ 110,659 milhões). O melhor mês de 2010 para as exportações em Rondonópolis foi junho, com um volume em valores da ordem de US$ 95,031 milhões. Na região sul do Estado, além de Rondonópolis, se destacou nas exportações  o município de Alto Araguaia, servido pela ferrovia, onde o volume em valores enviado ao exterior passou de US$ 65,325 milhões (2009) para US$ 453,030 milhões (2010).


Na área das importações, Rondonópolis também foi a principal base comercial de Mato Grosso, com valores na ordem de US$ 458,089 milhões. Os outros municípios mato-grossenses que mais importaram foram as cidades de Alto Araguaia, com US$ 171,048 milhões, e Cuiabá, com US$ 121,827 milhões. Os principais itens importados em Rondonópolis foram insumos agrícolas na área de fertilizantes, além de máquinas industriais e insumos industriais. As principais origens foram a República de Belarus (US$ 135,637 milhões), a Rússia (US$ 104 milhões) e o Canadá (US$ 40,928 milhões). O mês de maior importação foi julho, com US$ 65,595 milhões movimentados.


O saldo da balança comercial de Rondonópolis, calculando a diferença entre as exportações e as importações, apresentou superávit da ordem de US$ 420,173 milhões.


fonte:http://www.noticiasnx.com.br/2010/index.php?option=com_content&view=article&id=23083:-rondonopolis-lidera-ranking-das-exportacoes-em-mato-grosso&catid=47:ultimas-noticias

ADH'2011 - Congresso Nacional de Administração Hospitalar...

ADH'2011 - Congresso Nacional de Administração Hospitalar


O tema central Saúde Brasil 2014: Desafios e Perspectivas representa uma oportunidade ímpar para se refletir sobre os desafios e perspectivas da saúde na realidade brasileira, considerando questões como: infraestrutura hospitalar, logística, formação de profissionais da saúde, capacitação de funcionários, alimentação, entre outras, tendo em vista a realização da Copa do Mundo de futebol em 2014.

Participantes:
Nome do Contato: Maria Bajzek Barboza
Informações: (11) 3465-2781
E-mail: mariab@saocamilo-sp.br

Conheça o sucesso de mulheres que lideram distribuidoras de bebidas - Das 150 revendas parceiras da Confenar, apenas cinco são lideradas por mulheres...


O setor de distribuição de bebidas, tradicionalmente dominado pelos homens, tem mostrado uma nova forma de gestão, focada na valorização de pessoas e resultados duradouros. O segredo? Ter mulheres em cargos de liderança.

Das 150 revendas parceiras da Confenar (Confederação Nacional das Revendas Ambev e das Empresas de Logística da Distribuição), apenas cinco são lideradas por mulheres.

Pode parecer pouco, afinal, os casos atingem apenas 3,33% de representação. Porém, essas cinco executivas que comandam a comercialização de cervejas em organizações espalhadas por todo o País são responsáveis por resultados ousados e que trouxeram muitos benefícios para a empresa.

Jogo de cintura: bebê transportado em caminhão

A distribuição e venda das bebidas para a região de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, é uma das responsabilidades de Adriana Neves, diretora administrativa financeira da Conebel (Comercial Neves de Bebidas).

A empresária começou a trabalhar quando tinha 14 anos na revenda da família, acumulando experiência em todas as áreas até alcançar o cargo de gestão. Junto com dois sócios, Adriana comemora as conquistas do negócio, que vem ganhando volume e participação a cada ano.

Sua trajetória de sucesso contou com desafios cotidianos, já que a maternidade levou a executiva a tomar algumas atitudes para equilibrar o cuidado com o filho com o ritmo intenso de trabalho. De acordo com ela, foi preciso bastante jogo de cintura para cumprir todas as tarefas.

"Quando meu filho nasceu, voltei a trabalhar 12 dias depois do nascimento [hoje, o garoto tem 12 anos]. Para não deixar de amamentar, meu filho era levado até a empresa", lembra Adriana. "No dia que não tinha carro, não tive dúvida e mandei buscar meu filho com um dos caminhões da frota".

Cotidiano com mais graça

Focada em garantir um bom ambiente de trabalho, Maria Eugênia Pedroza construiu sua carreira priorizando a resolução de problemas. Essa dedicação pela qualidade foi responsável pelo primeiro lugar, em 2010, do prêmio Melhor Operação Modelo de Refrigerante do Brasil, concedido pela Ambev, à Cemar Transportadora e Distribuidora, que Maria Eugênia administra.

Para a executiva de 44 anos, ser mulher não traz dificuldades ou preconceitos para o seu trabalho. Mas, em contrapartida, ela observa um melhor aproveitamento de recursos, atenção às questões mais humanas da empresa e também mais graça no cotidiano.

"Estamos nesse negócio para vender não só cerveja e refrigerante. Nossos produtos realizam o sonho das pessoas, trazem magia em momentos especiais. Foi com essa motivação que começamos com pouco e hoje temos muitas conquistas", avalia a profissional.

Fundada em 1995 na cidade de Gurupi (TO), a Cemar possui, hoje, 125 colaboradores, frota própria de 33 veículos e atendimento a 40 municípios do sul do estado de Tocantins.

Valorizando as relações humanas

Com muita determinação, Graziela Solera ajudou a transformar a empresa da família, Regra Distribuidora e Logística, na maior operação terceirizada da Ambev. Em 20 anos, a executiva aumentou em dez vezes o volume de vendas da firma.

Ela iniciou a carreira na área comercial e já era responsável, com 21 anos, pelo cadastramento dos pontos de venda. Com 26 anos, a empresária assumiu a diretoria comercial. Seu posicionamento firme e focado levou a revenda a se tornar referência – como ao implantar o primeiro departamento de RH com foco em treinamento - para as demais filiadas da Confenar.

"Quem pretende crescer tem que apresentar diferenciais profissionais, estudar e garantir fluência em diversos idiomas", aconselha Graziela.

Casada e mãe de dois filhos, Graziela conta com o apoio do pai, à frente da tecnologia da informação, e do irmão, na diretoria financeira. "Aqui, acreditamos na meritocracia, na liderança pelo exemplo e gestores que foram líderes, pois o sucesso é a integração de bons profissionais", explica.

Destaque feminino, em um meio masculino

Mariela Baptista, começou sua carreira na revenda da família, em Belo Horizonte (MG), assumindo o comando da área de transportes. "Era o departamento com mais problemas: pouca produtividade, desperdício e alto índice de devolução", lembra a executiva.

Após superar esse desafio, ela decidiu, em 1994, fundar a Distribuidora de Bebidas Cervantes, em Montes Claros, no norte do estado de Minas Gerais. Longe da família e em uma cidade desconhecida, Mariela assumiu o negócio com o apoio do marido, com quem é casada há 17 anos.

"Nunca imaginei trabalhar com cerveja", confessa Mariela, diretora administrativa da Cervantes. "E, para me destacar nesse meio masculino, utilizei do meu entusiasmo, alegria, valorização das pessoas e determinação por bons resultados".

Sua determinação foi fundamental para o sucesso da empresa que hoje conta com 176 colaboradores, frota de 30 veículos e abastece 30 municípios da região.

Trabalhar com paixão pelo que faz

Diante do desafio de assumir a área da região da cidade de Carpina (PE), localizada a 60 quilômetros de Recife, Cássia Abrantes saiu de Belo Horizonte (MG), em 2002, à convite da Ambev.

A executiva transpôs barreiras importantes, ao assumir os negócios em uma região tradicionalmente machista e lutar pelo crescimento da empresa. Para se ter uma ideia, a revenda iniciou com 28% de participação na área e atingiu um patamar de 71%, em 2010.

Para ela, o sucesso é resultado de um conjunto de fatores, como o trabalho contínuo, a formação de líderes e a parceria e o apoio da Ambev na gestão dos negócios. Hoje, a distribuidora Felizzzz tem 140 funcionários, uma frota de 27 veículos e atende 51 municípios.

"Trabalhar com bebidas é o meu negócio. Trabalho com paixão, batalho por resultados ainda melhores e ainda sonho. A meta é ser embaixadora da Ambev e estar sempre entre as cinco melhores operações do Brasil", entusiama-se a sócia-diretora administrativa e financeira da Felizzzz. 

Siga os posts do Administradores no Twitter: @admnews.

CARREIRA - Quatro características para um bom atendimento...

Quatro características para um bom atendimento

28 de dezembro de 2010, 14:50

Seja humano, tenha paciência, seja generoso e tenha bom senso com o cliente. Assim você fará um bom atendimento e colherá frutos.

Por Guto Kraft
Ser um grande profissional não se resume a dominar com propriedade apenas uma área de conhecimento. Pode até ser, mas é cada vez mais necessário ser flexível e, muitas vezes, buscar aprimoramento em disciplinas que fogem ao escopo da sua profissão.
Digo isso porque quando planejei minha empreitada como freelancer pouco me preocupei com o atendimento. Acreditava, em minha ingenuidade, que bastava ser competente e sociável para conquistar e manter clientes. Mas logo o atendimento se tornou um dos meus maiores desafios.
Se você é um bom profissional e tem um grande trabalho, com certeza muita gente terá interesse em conhecê-lo e, possivelmente, contratar seus serviços. Mas isso não é tudo. Porque clientes são pessoas, antes de qualquer coisa, e carregam consigo ideias, anseios, experiências, preconceitos e todos aqueles outros sentimentos tão humanos e tão normais.
Após muitas e muitas horas em reuniões, ligações, respondendo e-mails e trocando mensagens instantâneas, juntei experiência suficiente para listar quatro características indispensáveis a qualquer profissional em carreira solo que pretende não apenas atender, mas também, fidelizar seus clientes.

1. Humanidade

Não tem nada mais chato do que ser atendido por uma máquina. Muitas vezes, devido a falta de tempo ou de paciência, acabamos agindo como uma. A questão não é ser simpático. É ser humano.
Pense em você encontrando o cliente pessoalmente (principalmente antes de fechar o contrato), como seria? Provavelmente haveria um sorriso, um cumprimento amistoso, uma conversa bacana (por mais formal que fosse). Então, não faz muito sentido a mudança de meio de comunicação varrer completamente esse comportamento tão humano, não é mesmo?
Mesmo respostas automáticas, enviadas por robôs, não pulam o cumprimento inicial em um e-mail, não usam uma frase só como texto ou escrevem um frio “Att” de despedida.

2. Paciência

Não é incomum necessitar de um serviço do qual não entendemos bulhufas. Isso acontece todo o tempo e com certeza o que deixa qualquer consumidor mais seguro na contratação é entender e aprender o suficiente sobre o serviço do qual necessita.
O comportamento de cada cliente para chegar a esse entendimento varia muito. Alguns vão se fazer de entendidos e apenas dar os famosos “pitacos” para se sentirem participantes no projeto. Outros vão perguntar e perguntar (muitas vezes a mesma coisa). E outros ainda irão pedir a opinião de qualquer colega ou familiar mais ou menos entendido em alguma área que tenha um pouco a ver com o serviço. Adivinha quem será bombardeado com toda essa confusão?
Seja qual for a ação do seu cliente, tudo o que você não pode fazer é perder a calma. A pior atitude a se tomar em um momento de stress é ficar nervoso. Então, conte até 10, tome um cafezinho, ouça um jazz e pense em uma atitude inteligente.
Não esqueça que o processo de comunicação, como qualquer outra atividade, é passível de erros e ruídos. Bem como análise e correção. Pense nisso e avalie se no seu trabalho de atendimento houve alguma comunicação confusa que gerou entendimento equivocado. Procure pontos não esclarecidos. Releia e-mails, briefings. Explique ou re-explique o que for necessário, sempre com muita calma e, se possível, bom humor.
Esse, sem sombra de dúvida, é um dos pontos mais importantes dacomunicação com seus clientes.

3. Generosidade

Um cliente satisfeito com seu trabalho sem dúvida alguma irá procurá-lo novamente e, além disso, indicará seu nome a qualquer colega que precise de um serviço similar.
Seu trabalho bem feito, em uma troca justa de valor x serviço, sem dúvida proporcionará a satisfação do contratante. Mas o “algo mais”, na medida certa, pode proporcionar muito mais.
Em um serviço de desenvolvimento web, por exemplo, existem muitas possibilidades de ser generoso. Implementar um diferencial, algo que não estava no briefing. Fazer aquela alteração de última hora não prevista, sem cobrar nada por isso. Oferecer um pequeno suporte para alguma tecnologia ou interface mais complexa. Enfim, demonstrar que seu objetivo não é apenas lucrar com a execução do projeto, mas sim o sucesso dele.
Já conheci muitos profissionais que não concordam e acham que o justo é ter aquilo pelo que se paga. Não é, de modo algum, uma forma errada de se pensar. Mas acredito que um empenho maior ou algumas horas a mais de trabalho do que o previsto para se chegar a um resultado melhor podem gerar um benefício futuro que não tem preço.

4. Bom senso

Por último, a característica que é a chave para todas as outras serem aplicadas com eficácia. Não há fórmula ou metodologia mágica para se relacionar bem com um cliente.
O segredo é ponderar, pensar com calma, e buscar o ponto para cada um. “Chutar o balde” está fora de questão. Com experiência, bom senso e a cabeça fria você saberá como se comunicar com as pessoas. E vender seus serviços, sendo humano, paciente e generoso, na medida certa.