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quarta-feira, 18 de maio de 2011

INVESTIMENTOS E BOLSAS...


As bolsas europeias sobem e os índices futuros americanos indicam alta com empresas de commodities beneficiadas pela recuperação dos produtos básicos

São Paulo - Aqui está o que você precisa saber:


1 - Agenda: IBC-Br, prévia do IGP-M, petróleo e ata do Fomc. O Banco Central divulga o Índice de Atividade Econômica, IBC-Br. A FGV informa a segunda prévia de maio do IGP-M. O presidente do BC, Alexandre Tombini, tem audiência à tarde com o presidente do BC da Nigéria, Sanusi Lamido, em Brasília. Nos Estados Unidos, saem estoques de petróleo e a ata do Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve.
Temporada de Resultados | No calendário corporativo americano, Staples e Target divulgam seus números. No Brasil e na Europa, não estão previstos balanços que possam ter impacto nos mercados.


2 - Mercados: bolsas acompanham recuperação das commodities. As ações se recuperam no mercado internacional, após cinco quedas seguidas do índice MSCI World, acompanhando a retomada dos preços das commodities. O euro se valoriza pelo terceiro dia com apostas de que a recuperação econômica da Europa será sustentável. Os juros futuros, que ontem recuaram, podem refletir hoje a valorização das commodities. Nos Estados Unidos, saem números de estoques de petróleo e a ata da última reunião do Federal Reserve.


3 - Petrobras cortará US$ 35 bilhões em investimentos, diz Noblat. O conselho de administração da Petrobras exigiu que a empresa revise seu plano de negócios para o período 2011-2015 e corte cerca de 35 bilhões de dólares em investimentos, segundo fontes da estatal, informa hoje o colunistaRicardo Noblatde O Globo. O pedido foi feito na sexta-feira passada em reunião do conselho em São Paulo e foi acompanhado de orientações expressas por parte do governo federal para que a companhia não aumente os preços da gasolina e do diesel. O objetivo é conter a escalada da inflação.


4 - Influência do governo desvaloriza bônus da Vale em relação à BHP. Oscustos de captação da Valeestão no maior nível em oito meses em comparação aos da concorrente BHP Billiton. A alta reflete receios de que o governo pressione a Vale a fazer investimentos em negócios menos lucrativos. Os títulos em dólar da mineradora brasileira com vencimento em 2020 rendiam na semana passada 126 pontos-base a mais do que papéis da BHP com vencimento similar, a maior diferença desde que a Vale fez a emissão dos títulos em setembro.


5 - Carlyle e Guilherme Paulus querem US$ 1 bilhão com IPO da CVC. O fundo americano de investimentos em participações Carlyle e o empresário Guilherme Paulus, controladores da CVC, a maior operadora de turismo do Brasil, com cerca de 70% de participação do mercado, pretendem embolsar pelo menos 1 bilhão de dólares na abertura de capital que a empresa pretende fazer no segundo semestre na bolsa de valores, segundo apurou areportagemdo Valor Econômico.


6 - Bilionário George Soros vende US$ 800 milhões em ouro no 1º trimestre. O bilionário George Soros, renomado investidor internacional, desfez-se de 800 milhões de dólares em ouro ao longo do primeiro trimestre, segundoinformaçõesdo site CNN Money. A aparente cautela vai em caminho oposto à forte valorização do metal, que atingiu preços recordes no período.


7 - Burrill constitui fundo de US$ 200 milhões no Brasil. A gestora americana Burrill & Company, com mais de 1 bilhão de dólares em ativos administrados nos Estados Unidos e em outros países, incluindo a Ásia, avança na captação de recursos para constituir um fundo de 200 milhões de dólares que vai investir em empresas inovadoras no mercado brasileiro, segundoreportagemdo Valor Econômico. Seis instituições, além da própria gestora, já se comprometeram a aplicar 100 milhões de dólares no Burrill Brasil I, Fundo Mútuo de Investimento em Empresas Emergentes (FMIEE).


8 - BrasilAgro desiste de realizar oferta de ações. A companhiacanceloua realização de uma oferta pública primária de ações (follow-on) na BM&FBovespa, conforme dados disponíveis no site da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). A empresa de propriedades agrícolas entrou com pedido para realização da oferta em janeiro, mas no início de fevereiro já havia solicitado a prorrogação do prazo para realizar a operação.


9 - Palocci envia ao Senado esclarecimentos sobre aumento de patrimônio. O ministro-chefe da Casa Civil prestou ontem (17) esclarecimentos sobre o aumento de seu patrimônio. Por meio dee-mail, o ministro afirmou que todas as informações relacionadas à sua evolução patrimonial constam de sua Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física. Ele citou ainda profissionais com passagem pelo Ministério da Fazenda, BNDES e Banco Central que também ganharam dinheiro com a prestação de consultorias.


10 - FGV: inflação do IGP-M é de 0,66% na 2ª prévia do mês. A inflação voltou amostrar aceleraçãoem mais um indicador de maio. O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) apontou inflação de 0,66% na segunda prévia deste mês, após avançar 0,55% em igual prévia de abril, informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado ficou dentro das estimativas dos analistas, que esperavam alta de preços de 0,53% a 0,84%. A mediana das previsões estava em 0,65%.
(Fonte: Portal Exame)

EDUCAÇÃO NO BRASIL...


Dora Kramer 
O Estado de S. Paulo - 17/05/2011 

O Ministério da Educação decidiu não tomar conhecimento da adoção em escolas públicas do livro Por uma Vida Melhor, que "ensina" a língua portuguesa com erros de português. Avalizou, quando autorizou a compra e a distribuição, e depois corroborou seu apoio àquela ode ao desacerto ao resolver que a questão não lhe diz respeito.

Fica, portanto, estabelecido que o ministério encarregado dos assuntos educacionais no Brasil, além de desmoralizar os mecanismos de avaliação de desempenho escolar, não vê problemas em transmitir aos alunos o conceito de que as regras gramaticais são irrelevantes.

Pelo raciocínio, concordância é uma questão de escolha. Dizer "nós pega o peixe" ou "nós pegamos o peixe" dá no mesmo. "Os menino" ou "o menino", na avaliação do MEC, são duas formas "adequadas" de expressão, conforme o conceito adotado pela autora, Heloísa Ramos, note-se, professora.

A opção pelo correto passa a ser considerada explicitação de "preconceito linguístico".

De onde, "nós vai ao mercado todos os dias" pode ser um exemplo de construção gramatical plenamente aceitável em salas de aula e fora delas. "As notícia" também "poderá" ser "apresentada" todas as noites nos jornais de televisão sem que os apresentadores sejam im portunados por isso.

Ironias à parte, o assunto é da maior seriedade. Graves e inacreditáveis tanto a tese defendida pela professora quanto a posição do ministério em prol da incultura que apenas dificulta o acesso a uma vida melhor.

Aceitar como correta a argumentação de que a linguagem oral se sobrepõe ao idioma escrito em quaisquer circunstâncias e que não existe mais o "certo" nem o "errado", mas sim o "adequado" e o "inadequado" em face das deficiências educacionais, equivale a aceitar a revogação de todas as regras.

Não apenas do português, mas de todos os outros itens que compõem o currículo escolar. Com precisão, a escritora Ana Maria Machado exemplifica: "Seria como aceitar que dois mais dois são cinco".

Ou consentir na adaptação da história e da geografia ao estágio do conhecimento de cada um.

Tal deformação tem origem na plena aceitação do uso impróprio do idioma por parte do ex-presidente Lula, cujos erros de português se tornaram inimputáveis, por supostamente simbolizarem a mobilidade social brasileira.

Corrigi-los ou cobrar o uso correto da língua pelo primeiro mandatário da nação viraram ato de preconceito.

Eis o resultado da celebração da ignorância, que, junto com a banalização do malfeito, vai se confirmando como uma das piores heranças do modo PT de governar.

A pescaria de Buffett...


"NOSSO MÉTODO É MUITO SIMPLES. NÓS APENAS TENTAMOS COMPRAR EMPRESAS COM FUNDAMENTOS ECONÔMICOS DE BONS A EXCELENTES, DIRIGIDAS POR PESSOAS HONESTAS E CAPAZES, E AS COMPRAMOS A PREÇOS RAZOÁVEIS. ISSO É TUDO O QUE ESTOU TENTANDO FAZER."(WARREN BUFFETT)

A pescaria de Buffett
O investidor dos investidores confirma interesse em fisgar ações brasileiras. Saiba quais ações poderiam cair na sua rede
Por Cláudio Gradilone

Em sua tradicional apresentação aos acionistas da Berkshire Hathaway, no início de maio, Warren Buffett, o maior investidor do mundo, confirmou em poucas palavras o que diversos participantes do mercado por aqui já haviam notado. Por natureza econômico em seus comentários e capaz de um silêncio profundo quando fala de seus movimentos futuros, Buffett disse que estava "observando" ações no Brasil. Foi o suficiente para disparar uma onda de especulações mundo afora.

Para uma empresa, receber a chancela do oráculo de Omaha equivale a um passaporte para as corporações de classe mundial. Traduzindo, o valor de suas ações subiria como um foguete. "Todo mundo quer ter Buffett como acionista", diz Gustavo Ballvé, analista da empresa carioca de gestão de recursos Investidor Profissional, que segue os princípios do bilionário desde 1993 e investe na Berkshire desde 2004. "Isso representa a melhor avaliação possível da qualidade de uma corporação."

Desde o início, a estratégia de alocação de recursos da Berkshire Hathaway privilegiou o mercado americano. "Investimos US$ 6 bilhões em 2010, 80% disso nos Estados Unidos", escreveu Buffett em seu último relatório. "Em 2011 vamos bater nosso recorde e investir US$ 8 bilhões, e esses bilhões a mais serão aplicados integralmente em companhias americanas."

No entanto, essa estratégia tem limites, impostos pelo próprio tamanho de sua empresa, avaliada em US$ 204 bilhões no fim do ano passado. Mesmo nos EUA, não há tantas companhias grandes e rentáveis para sustentar o ritmo de crescimento almejado, o que o obriga a olhar para fora. "Buffett vem viajando ao Exterior e deve começar a fazer apostas grandes fora dos Estados Unidos, neste ano ou no próximo", diz Barry James, presidente de uma gestora de recursos americana.

Buffett não é um neófito no Brasil. Em 2008, a Berkshire fez apostas no real brasileiro. Quais, ele não contou - o assunto mereceu meia linha no relatório aos acionistas daquele ano, uma peça que costuma ser lida pelo mercado financeiro como uma versão atualizada da Bíblia. No entanto, até agora ele não anunciou nenhum investimento direto por aqui. "Estou esperando um telefonema do Brasil", disse aos analistas. "O desempenho do País em si tem sido extraordinário."

Buffett revelou também que lhe ofereceram um negócio grande por aqui há algum tempo, mas as conversas não prosperaram. "O preço não fazia sentido", comentou, sem mais detalhes. Que ações Buffett compraria por aqui? Não adianta perguntar, pois essa é uma daquelas informações que nem sua secretária sabe.

É preciso ler nas entrelinhas de suas cartas aos acionistas. Em seus últimos relatórios, o bilionário vem estabelecendo informalmente alguns dos parâmetros de escolha das empresas em que gosta de investir. Ele prefere companhias não muito caras, que tenham uma relação preço / lucro (P/L) inferior a 14, a média dos mercados emergentes. Há outros requisitos.

Um deles é um crescimento consistente nos lucros de, no mínimo, 50% nos últimos cinco anos, o que mostraria a capacidade da empresa de prosperar tanto em momentos de mercado aquecido quanto em tempos de crise. Outras exigências são uma rentabilidade patrimonial mínima de 10% e investimentos anuais maiores que 5% do patrimônio líquido.

Seguindo esses critérios, a empresa especializada Economatica levantou uma lista de 20 empresas, com nomes que vão da distribuidora de energia Coelce à seguradora Porto Seguro, passando pela TAM (veja a lista completa no portal da DINHEIRO:www.istoedinheiro.com.br). "É uma lista que deveria frequentar o portfólio de qualquer investidor", diz Einar Rivero, sócio da Economatica. "São algumas das empresas com o crescimento mais sólido e consistente do mercado."

Essa lista, porém, não abrange toda a filosofia de investimentos de Buffett, que vai muito além dos números. "Buffett começou sua carreira há mais de 40 anos imitando seu professor, Benjamin Graham", diz Rui Tabakov Rebouças, que administra fundos nos Estados Unidos e é investidor na Berkshire. Segundo Rebouças, Graham só comprava ações muito baratas, que nunca dariam prejuízo.

Buffett compra ações baratas que podem dar muito lucro. Ele tem evitado setores sujeitos a imprevistos, como os de alta tecnologia e os muito regulamentados pelo governo. Isso tira da lista alguns papéis de empresas elétricas e telefônicas brasileiras, além de eliminar gigantes como Petrobras e Vale do Rio Doce. "São empresas excelentes, mas muito sujeitas à influência do governo", diz Gustavo Ballvé.

Em fevereiro, correram fortes rumores no mercado de que Buffett teria comprado ações da Brasil Foods, resultante da compra da Sadia pela Perdigão (leia reportagem na página 84). Desde então, até quarta-feira 11, as ações subiram 5,3%, ao passo que o índice Bovespa recuou 2,5%. "A BRF é a típica empresa que poderia pertencer à Berkshire", diz Elsen Carvalho, da Investidor Profissional.

O que a empresa acha disso? "Não confirmo nem desminto a informação", diz Leopoldo Viriato Saboya, vice-presidente de finanças e relações com investidores. "Se alguém quiser adquirir menos de 5% das nossas ações, não somos obrigados a divulgar isso." No entanto, o sorriso que acompanha a resposta de Saboya pode ser uma forte indicação de que, sim, os executivos a serviço do bilionário andaram fazendo perguntas por aqui.

Os analistas apostam em três outros papéis: Marcopolo, Odontoprev e Itaúsa, a holding do banco Itaú. A primeira, tradicional fabricante de ônibus, de Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, e com um forte braço internacional, devido a sua presença no mercado de transporte coletivo. No relatório de 2010, Buffett comentou animado a aquisição, realizada em 2009, da ferrovia Burlington Northern Santa Fé, uma das maiores dos Estados Unidos.

Para ele, o transporte de cargas e pessoas por trens e ônibus é mais barato e mais sustentável do que o transporte individual. Nesse sentido, a Marcopolo se encaixa nas exigências. "Ela domina o mercado brasileiro, é boa geradora de caixa e pagadora de dividendos", diz Rebouças. A Odontoprev também reúne amplas condições para ser uma das queridinhas do terceiro homem mais rico do planeta.

É uma forte geradora de caixa, praticamente não tem endividamento e consome pouco capital. "O problema é seu porte, a Odontoprev não faz nem cócegas em um gigante como a Berkshire", diz Ballvé. Finalmente, a Itaúsa é capaz de fazer diferença nos números de Buffett: grande, lucrativa e solidamente estabelecida tanto no mercado financeiro quanto no setor de construção civil, que deverá apresentar bons retornos nos próximos anos. Por isso, vale a pena acompanhar os preços - e prestar muita atenção na divulgação do próximo relatório da Berkshire, marcado para abril de 2012.

Bilionário dos supermercados no Maranhão prepara invasão nacional...



Dono de um grupo varejista que fatura R$ 2,3 bi por ano, Ilson Mateus anda de carro popular e mora em apartamento alugado

Pedro Carvalho, enviado a São Luís | 10/05/2011 05:55

Algo que chama a atenção nas ruas de São Luís (MA), além dos muitos buracos, é a quantidade de carros novos. Várias concessionárias abriram as portas na cidade recentemente, para atender a uma população que comemora um expressivo aumento de renda. Uma exceção é o empresário Ilson Mateus, 48. O maior varejista do Maranhão, com 22 supermercados, 10 mil funcionários e faturamento anual de R$ 2,3 bilhões dirige um Gol branco 1.0 sem ar-condicionado e com quatro anos de uso. Mas seu negócio vai pegar a estrada - o Grupo Mateus, que passa por auditoria para receber investimento de fundos de capital, vai inaugurar filiais este ano no Pará e no Tocantins.

Crescimento apoiado no consumo da classe C: "Nosso plano vai além de Norte e Nordeste" 
Ilson chegou morar na rua quando criança, depois engraxou sapatos e trabalhou como garimpeiro em Serra Pelada, mas foi salvo da miséria por um agudíssimo instinto de comerciante. Tinha apenas 19 anos quando colocou 70 caixas de refrigerante numa Chevrolet A10 e saiu à caça de mercadinhos do sul do Maranhão. Em menos de um ano, juntou dinheiro para comprar a segunda caminhonete.

"Sempre investi tudo que ganhei no próprio negócio", conta - o que ajuda a explicar o fato de não dirigir um carrão hoje. Numa época (ainda mais) difícil de virar empreendedor no Brasil, em 1986, Ilson inaugurou a mercearia de 50m 2 que daria origem ao Grupo Mateus.

O faro de varejista fez o empresário passar ileso por planos econômicos que levaram muita gente a perder dinheiro - na verdade, os lucros dele cresceram nessas épocas. "Quando a inflação era aquela loucura, eu vendia 100 latas de óleo de manhã e fechava o mercado, para poder comprar 110 latas à tarde", conta. "Também pagava mercadoria com cheque sem fundo no Alto Parnaíba, onde iam demorar 40 dias para descontar e dava tempo de vender as coisas." Nem o Plano Collor foi problema. "O povo sentiu que ia ter algum congelamento e colocou tudo na poupança, porque não acreditava que mexeriam nela. Eu comprei tudo em mercadoria".

Por fim, Ilson construiu um império. O Mateus tem 52% do mercado maranhense e é um dos maiores grupos de varejo e distribuição do Norte e do Nordeste brasileiro. Em São Luís, tem três vezes mais lojas que Carrefour e Wal-Mart somados. (O primeiro, com a bandeira Atacadão, possui só uma filial na capital maranhense; o segundo tem seis, com a rede Bom Preço.) "A gente consegue sentir a temperatura dos bairros mais promissores antes, por causa de nossa distribuidora", explica Mateus. "Assim, dominamos as regiões primeiro e não deixamos eles avançarem."

Após inaugurar cinco lojas no ano passado - três delas no mesmo dia, para causar impacto -, o empresário anuncia ao iG que vai abrir mais seis em 2011 e outras 12 no ano que vem. E, depois de 25 anos no ramo, o grupo sairá do Maranhão. Em Palmas, capital do Tocantins, Ilson já adquiriu dois terrenos e deve começar a construir em breve. No Pará, ele vai atacar uma área praticamente virgem de concorrentes, no sul do estado. E não deve parar nisso. "Nosso plano vai além de Norte e Nordeste", adianta.

Dinheiro para isso não deve faltar. Primeiro, a empresa está capitalizada - as vendas cresceram 56% em 2010, 44% em 2009 e 26% em 2008. Além disso, ela está na mira de fundos de investimento, interessados em adquirir 15% do negócio, avaliado no total em cerca de R$ 1,6 bilhão. Normalmente, isso permite pagar parte do endividamento bancário de uma companhia, o que exclui os juros do balanço mensal. O Grupo Mateus passa agora por auditoria da Ernst&YoungTerco para viabilizar o aporte.

Para os especialistas, a aposta de Ilson parece correta. "O consumo dos segmentos emergentes vem se mostrando o que mais tem dado retorno, enquanto os segmentos luxo e médio já mostram certa saturação", explica Marcos Gouvêa, sócio da GS&MD, uma consultoria especializada em varejo. "Isso deve continuar e ser a tendência mais marcante dessa década", afirma. Segundo pesquisa divulgada essa semana pela Associação Paulista de Supermercados, as classes D e E consumiram 16% a mais em 2010, com relação ao ano anterior - nas classes C e A/B, o aumento foi de 13%.

Enquanto sua rede atinge cifras dignas de multinacional, Ilson segue andando de carro popular e morando em um apartamento alugado por R$ 1.400 na capital maranhense. "Rapaz, esse carro resolve a minha vida, então não penso em comprar outro, não", informa. "Quando a gente sabe o que é passar necessidade, dá valor a cada centavo". Perguntado sobre luxos com os quais aceita gastar, ele diz apenas que gosta de pescar. "Às vezes vou a uma fazenda de um amigo, no rio Xingu, onde dá tucunaré de dez quilos". Mais do que sovinice, parece ser estratégia de negócios. "Não tenho um dólar no exterior, não tenho fazenda, nada - aplico tudo no grupo". 

terça-feira, 17 de maio de 2011

II Fórum ABA Marketing in Rio Internacional...


A Associação Brasileira de Anunciantes promove nos dias 24 e 25 de maio, no Teatro Nelson Rodrigues, o II Fórum ABA Marketing in Rio Internacional.


O encontro vai discutir oportunidades, desafios e práticas comerciais e mercadológicas que podem transformar o Rio de Janeiro em um valioso produto nacional e internacional. Além de temas específicos do marketing, serão abordados assuntos relacionados a planejamento, infra-estrutura e recursos humanos para a realização dos eventos agendados para acontecer no estado nos próximos anos.


Abrindo o Fórum, na manhã do dia 24, o painel “Esporte: Alavanca de negócios e oportunidades” vai reunir José Carlos Brunoro, presidente da Sport Strategy, que abordará “O impacto dos Esportes no Rio de Janeiro”, Marcelo Dória, presidente da BSB, com o tema “Basquete Brasileiro - Ressurgindo para um futuro vitorioso“, e Fred Gelli, sócio-diretor da Tátil Design, que falará sobre “A construção da marca das Olimpíadas 2016 – Rio de Janeiro”. Logo depois, o convidado internacional Stuart Beaver, vice-presidente de comunicação do Lloyds Bank Group, banco patrocinador oficial das Olimpíadas 2012, apresenta palestra seguida de um debate com a plateia.

Na parte da tarde, João Figueiredo, doutor em Geografia Econômica e coordenador no Núcleo de Economia Criativa da ESPM Rio, e Guilherme Caldas, gerente de inteligência e marketing América do Sul da Michelin e diretor da ABA Rio, discutirão o tema “Economia do Carnaval”. Em seguida, o painel “Visão dos Anunciantes” moderado por Flávia Flamínio, diretora geral da ESPM Rio e da ABA Rio, contará com a participação de Eraldo Carneiro, gerente de planejamento da Petrobras e diretor da ABA RIO, e de José Urbano Duarte, vice-presidente da Área de Governo da Caixa Econômica Federal. Fechando o dia, o painel “Visão dos Veículos & Agências” vai apresentar o ponto de vista de importantes profissionais  do mercado carioca sobre a contribuição do setor no fomento de negócios na área de marketing e comunicação no Rio de Janeiro. Mário Rigon, diretor comercial nacional da INFOGLOBO, e Clóvis Speroni, presidente da ABAP RIO e da Agência 3, encabeçarão a discussão.

Dando início ao segundo dia de evento, o consultor de marketing Marcos Felipe Magalhães será o mediador da discussão “Olimpíadas Militares no Rio de Janeiro - Um super teste para o Estado e para a cidade”, que reunirá o general Jamil Megid, coordenador geral dos 5º Jogos Mundiais Militares – Rio 2011, e Marçal Barcelos, gerente de marketing dos 5º Jogos Mundiais Militares – Rio 2011. Na sequência, Rafael Sampaio, vice-presidente da ABA Nacional, editor da Revista ABOUT e diretor do Portal da Propaganda, apresenta a palestra “Tem muito tempo, mas de repente é amanhã...”.  Ainda pela manhã, Julio Lopes, Secretário de Estado de Transportes do Rio de Janeiro, Flávia Flamínio, diretora geral da ESPM Rio e diretora da ABA Rio, e Edmundo Fornasari, diretor da FETRANSPOR e da ABA Rio, abordam o tema “Transportes nesta década: Um legado precioso para a Cidade e o Estado”.

Na parte da tarde, João Figueiredo modera o painel “Rio de Janeiro - Capital Nacional da Criatividade”, que terá a participação de Cristina Becker, do Núcleo de Indústrias Criativas do Instituto Pereira Passos (IPP), Érico Magalhães, diretor de central responsável pelas áreas de gestão da TV Globo, e Ricardo Leite, sócio-diretor da Agência CRAMA. Para encerrar o encontro, o painel “Rio - Epicentro Cultural que rende bons negócios” reunirá Roberta Medina, presidente da Dream Factory, o empresário Ricardo Amaral e Rafael Liporace, sócio-diretor da Biruta Mídias Mirabolantes


Serviço:

II Fórum ABA Marketing in Rio Internacional

Local: CAIXA Cultural RJ / Teatro Nelson Rodrigues – Av. República do Paraguai, s/n - Centro - RJ
Data: dia 24 de maio – das 8h45 às 19h / dia 25 de maio – das 9h às 19h15
Horário: a partir das 9h

Inclusos: Coffee-break e Certificado de Participação. O conteúdo das palestras, liberado pelos palestrantes, será enviado por e-mail em até 10 dias úteis após o evento. 

Valor da Inscrição: 
Associados da ABA, AMPRO RJ, ABAP RJ, Grupo de Mídia RJ: R$ 1.000. 
Demais interessados: R$ 1.350.
Estudantes de graduação: R$ 700. 

Uberlândia é uma das pré-selecionadas para ser "Centro de Treinamento de Seleções" da Copa 2014...


Uberlândia está entre as seis cidades mineiras pré-selecionadas pela Fifa para ser Centro de Treinamento de Seleções (CTS) na Copa do Mundo de 2014. O Complexo Municipal Virgílio Galassi, que reúne o Parque do Sabiá e o estádio João Havelange, está entre os 145 locais selecionados previamente em todo o país como possíveis candidatos. Para a Fifa, o município uberlandense atende aos requisitos básicos, como distância dos principais aeroportos nacionais, capacidade de pouso para aeronaves de grande porte e distância para possíveis hotéis oficiais. O anúncio foi feito sábado pelo Comitê Organizador da Copa do Mundo da Fifa.
As seis cidades mineiras serão visitadas pelos técnicos da Arena, empresa que presta serviços técnicos ao Comitê, até o fim de julho. Além de Uberlândia, foram relacionados os municípios de Araxá, no Alto Paranaíba; Extrema, no Sul de Minas; Juiz de Fora e Matias Barbosa, na Zona da Mata, e Montes Claros, no Norte de Minas.
“Fizemos o primeiro dever de casa, que foi providenciar todos os ajustes e adequações necessários para passar nesta primeira seleção”, disse o diretor da Fundação Uberlandense do Turismo, Esporte e Lazer (Futel), Antônio Carrijo.
Segundo ele, todos os eventos esportivos realizados em Uberlândia superam expectativas e o próximo passo será mostrar para os empresários da cidade a importância econômica e turística de abrigar um Centro de Treinamento de Seleções da Copa do Mundo Fifa. “Também é um incentivo para as crianças que se dedicam ao esporte, já que terão contato com atletas profissionais que servem de inspiração para eles”, afirmou.
Escolha caberá às confederações
De acordo com o Comitê Organizador, mesmo com a divulgação da lista, não significa que as cidades mencionadas foram aprovadas definitivamente. Após a análise, serão feitos novos cortes para se chegar à primeira lista de potenciais CTS. Até o fim deste ano será feita uma relação de Centro de Treinamentos para a Copa do Mundo da Fifa. O Comitê Organizador tem a obrigação de oferecer um número mínimo de 64 CTS, mas busca atingir a marca de 90 locais.
Os representantes das seleções nacionais poderão conhecer os locais aprovados pelo Comitê Organizador nos próximos anos. A escolha definitiva das seleções só ocorrerá após o sorteio final, previsto para dezembro de 2013. O Comitê Organizador e a Fifa não têm nenhuma ingerência sobre a escolha das federações nacionais. A Fifa é responsável apenas pelo envio de uma circular para as federações e confederações nacionais informando os detalhes para o processo de seleção e inspeções de possíveis CTS no Brasil.
Potenciais candidatos da região Sudeste
Espírito Santo
Domingos Martins – Hotel Fazenda Parque do China
Guarapari – Centro de Treinamento Flamboyant
Serra – Associação Esportiva e Recreativa Tubarão (AERT)
Vitória – Estádio Estadual Kleber Andrade
Vitória – Centro de Treinamento Jaime Navarro de Carvalho
Minas Gerais
Araxá – Estádio Municipal Fausto Alvim
Extrema – Hotel Fazenda das Amoreiras
Juiz de Fora – Estádio Municipal Radialista Mario Helênio
Matias Barbosa – Hotel Haras Morena
Montes Claros – Estádio José Maria Melo
Uberlândia – Complexo Municipal Virgílio Galassi
Rio de Janeiro
Búzios – Búzios Esporte Clube
Macaé – Estádio Municipal Cláudio Moacir
Petrópolis – Estádio Atílio Marotti
Petrópolis – Centro de Treinamento Vale do Carangola
Teresópolis – Teresópolis Futebol Clube
 
São Paulo
Águas de Lindóia – Oscar Inn Eco Resort
Águas de Lindóia – Brasilis Futebol Clube
Águas de Lindóia – Villa Di Mantova
Águas de São Pedro – Complexo Esportivo Prefeito Armando Brandini
Atibaia – Bourbon Atibaia Spa & Resort
Barueri – Centro de Treinamento Barueri/Vila Porto
Barueri – Arena Barueri
Bauru – CEDESP/ Centro de Desenvolvimento Esportivo
Bauru – Estádio Alfredo de Castilho
Bragança Paulista – Estádio Nabi Abi Chedid
Bragança Paulista – Hotel Villa De Santo Agostinho (Projeto de Campo de Treinamento)
Bragança Paulista – Hotel Fazenda Dona Carolina (Projeto de Campo de Treinamento)
Campinas – Centro de Formação de Atletas/Associação Atlética Ponte Preta
Campinas – Estádio Brinco de Ouro da Princesa
Campos do Jordão – Centro de Treinamento de Alto Rendimento de Campos Do Jordão (CETAR)
Caraguatatuba – Centro Esportivo Municipal Ubaldo Gonçalves
Cotia – Centro de Formação de Atletas Presidente Laudo Natel (São Paulo Futebol Clube)
Guaratinguetá – 500 Hotel e Golfe – Projeto de Campo de Treinamento
Guaratinguetá – Escola de Especialistas da Aeronáutica
Guarujá – Estádio Municipal Antônio Fernandes
Guarujá – Forte dos Andradas
Guarulhos – Estádio Municipal Antônio Soares de Oliveira
Guarulhos – Centro de Treinamento do Palmeiras II
Guarulhos – Arena Esportiva Osvaldo de Carlos
Itu – Spa Sport Resort Ltda.
Itu – Estádio Dr. Novelli Júnior
Jaguariúna – Estádio Alfredo Chiavegato
Jaguariúna – Hotel Duas Marias (campo a ser construído)
Jarinú – Estância Santa Filomena
Jundiaí – Clube Jundiaiense
Jundiaí – Estádio Dr. Jayme Cintra
Limeira – Estádio Municipal Major Levy Sobrinho
Limeira – Estádio Comendador Agostinho Prada
Mirassol – Clube Monte Líbano
Mirassol – Centro de Treinamento Bolão
Mirassol – Estádio Municipal José Maria de Campos Maia
Mogi das Cruzes – Estádio Francisco Nogueira
Mogi das Cruzes – Paradise Golf & Lake Resort (campo a ser construído)
Piracicaba – Estádio Municipal Barão da Serra Negra
Piracicaba – Universidade Metodista de Piracicaba
Piracicaba – Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz
Presidente Prudente – Estádio Municipal Eduardo José Farah
Ribeirão Preto – Estádio Santa Cruz
Ribeirão Preto – Estádio do Comercial F.C.
Ribeirão Preto – Olé Brasil
Santo André – Estádio Municipal Bruno José Daniel
Santos – Centro de Treinamento Rei Pelé
Santos – Estádio Urbano  Caldeira (Vila Belmiro)
São Bernardo do Campo – Estádio Primeiro de Maio
São Carlos – Universidade Federal de São Carlos
São Carlos – Estádio Luis A. de Oliveira
São Carlos – Dahma Golf Resort
São José do Rio Preto – Estádio Benedito Teixeira
São José do Rio Preto – Rio Preto Automóvel Clube
São José dos Campos – Centro Técnico Aeroespacial (CTA)
São José dos Campos – Estádio Martins Pereira
São José dos Campos – Primeira Camisa (projeto novo)
São José dos Campos – Universidade do Vale do Paraíba (Univap)
São Paulo – Centro de Práticas Esportivas da Universidade de São Paulo
São Paulo – Estádio Osvaldo Teixeira Duarte (Canindé)
São Roque – Centro Internacional de Formação de Atletas (Cifa)
São Roque – CT do Palmeiras
Sorocaba – Clube Atlético Sorocaba
Sorocaba – Estádio Municipal Walter Ribeiro

BAD: Norte de África cada vez mais importante para o Brasil...


A Tunísia tornou-se o destino mais importante, no mundo árabe, para a exportação de veículos produzidos no Brasil, um exemplo da importância dos mercados do norte de África para os BRIC, revela um relatório do Banco Africano de Investimento (BAD).

O relatório, intitulado «Os BRIC no Norte de África: Mudar o Nome do Jogo» e divulgado hoje, mostra como os países do grupo (Brasil, Rússia, Índia e China. África do Sul juntou-se em 2011) são atraídos para a região pela sua necessidade crescente de matérias-primas e minerais.

Hoje os quatro BRIC estão entre os 10 maiores consumidores de petróleo e de fosfato do mundo e são importantes consumidores de ferro (petróleo para a China e Índia, fosfatos fertilizantes para a Índia e Brasil).

Diário Digital / Lusa

sexta-feira, 6 de maio de 2011

CRA-MG apoia XV Congresso Mineiro de Recursos Humanos...



De 10 a 12 de maio, Belo Horizonte recebe o XV Congresso Mineiro de RH, o COMRH 2011. O evento, que será realizado no Minascentro, terá como tema central “Os imperativos estratégicos de RH: antecipando tendências” e contará com o apoio institucional do Conselho Regional de Administração de Minas Gerais (CRA-MG). O Conselho montará um estande nos dias do evento e distribuirá material com informações sobre a profissão e o registro profissional.
Maior evento mineiro dedicado aos gestores de pessoas, o COMRH 2011 trará nomes de reconhecimento internacional, como o fundador do grupo Amana-Key, Oscar Motomura, que fará palestra sobre “Tendências e Liderança”, e o sócio-diretor de Consultoria de RH e Assuntos Governamentais da PricewaterhouseCoopers (PWC), João Lins.
Além das palestras, o XV Congresso Mineiro de Recursos Humanos oferecerá aos participantes dez oficinas que vão abordar ferramentas atuais e necessárias para o bom desenvolvimento do profissional de RH.
O evento é uma realização da ABRH-MG – Associação Brasileira de Recursos Humanos de Minas Gerais.

Inscrições:

            As inscrições para o XV COMRH estão abertas e podem ser efetivadas pelo endereço eletrônicohttp://evento.acessobh.com.br/comrh/site/congressistas.php. No site do evento, também estão disponíveis a programação completa, informações sobre os palestrantes e os valores de inscrições.  

MEC anuncia mudanças de regras do ProUni...


O Ministério da Educação (MEC) vai mudar as regras do Programa Universidade para Todos (ProUni) sobre a concessão de isenção fiscal às instituições participantes. A ideia é que o benefício recebido pelo estabelecimento de ensino seja proporcional ao número de bolsas preenchidas e não ao total ofertado, como ocorre hoje. A pasta ainda estuda o mecanismo mais efetivo para que a mudança seja efetivada.
Atualmente, pela lei que criou o programa, as faculdades recebem a isenção fiscal em troca da oferta de bolsas, independentemente de elas terem sido ocupadas ou não. O problema já foi apontado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que calcula um total de R$ 104 milhões de isenções fiscais concedidas indevidamente via ProUni. Neste semestre, apesar do número recorde de inscritos, 4% das bolsas ficaram ociosas na primeira rodada de inscrições.
Além do problema no preenchimento das bolsas, o MEC vai investigar o caso de estudantes da Universidade Paranaense (Unipar) que não são de baixa renda, mas estudam na instituição com bolsa do ProUni, como mostrou reportagem veiculada ontem (1º) na imprensa. Para receber bolsa integral, o estudante deve ter renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio. No caso do benefício parcial, o limite chega a três salários mínimos por membro da família. Outro pré-requisito é ter cursado todo o ensino médio em escola pública.
O problema não é novo e os primeiros casos foram denunciados em 2009 também pelo TCU. O MEC passou a cruzar os dados dos bolsistas com informações da Receita Federal e do Registro Nacional de Veículo Automotores (Renavam) para detectar as irregularidades. Desde então, foram canceladas 4.253 bolsas e 15 instituições foram desvinculadas do programa.
É de responsabilidade das instituições de ensino verificar a veracidade dessas informações e fiscalizar a situação dos alunos. O secretário de Ensino Superior do MEC, Luiz Cláudio Costa, admite que existe a possibilidade de o candidato fraudar essas informações, mas avalia que as faculdades têm feito esse trabalho “com muito zelo”.
“Esses mecanismos estão sendo aprimorados, estamos em contato permanente com a CGU [Controladoria-Geral da União] e a Receita Federal. Existe efetivamente uma ação dentro do que existe de melhor em tecnologia de informação para fazer os cruzamentos”, afirma.
Se for comprovado que a instituição foi negligente ou favoreceu algum aluno que não se encaixa no perfil do programa, ela fica proibida de participar do programa e pode sofrer outras sanções no processo de regulação do MEC. No caso de alunos que tenham fraudado informações para receber o benefício, além da perda da bolsa, eles podem responder judicialmente pelo crime de falsidade ideológica.
Costa pede que a comunidade acadêmica – alunos, professores e gestores – também faça o controle social das bolsas do programa. As denúncia de recebimento indevido do benefício devem ser encaminhadas ao MEC. “Estamos sempre abertos e é importante que a gente receba esse tipo de denúncia. Sempre verificamos e as denúncias nunca são negligenciadas”, afirma.