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terça-feira, 18 de agosto de 2009

A ansiedade na entrevista de emprego

Ansiedade é um estado emocional normal. Uma das características da sobrevivência da espécie humana e de muitas outras espécies do reino animal é a capacidade de se adaptar às circunstâncias, o que requer uma mudança no desempenho do indivíduo. Essa mudança no desempenho é proporcionada pela ansiedade.
O potencial ansioso humano sempre esteve fisiologicamente presente em toda história de nossa civilização e sempre carregou consigo o sentimento do medo, sua sombra inseparável. É muito difícil dizer se o estresse que acometia o homem pré-histórico diante de um urso invasor de sua caverna era diferente daquilo que sente hoje um cidadão comum diante do assaltante que invade seu lar. Provavelmente não.
Fazem parte da natureza humana certos sentimentos determinados pela necessidade (de adaptação), pela ameaça, pelo desconhecido e pela perspectiva de sofrimento. A ansiedade passou a ser problemática quando o ser humano colocou-a não a serviço de sua sobrevivência, como fazia antes, mas a serviço de sua existência, com o amplo leque de exigências desta existência. Na questão do emprego, trata-se da sobrevivência social e econômica, tão importante quanto a sobrevivência que nossos ancestrais tinham que conquistar diante do urso invasor de sua caverna.
O estresse passou a ser o representante emocional da ansiedade, que é mais orgânica que psíquica. E a ansiedade é a representação orgânica do medo e da necessidade adaptativa. O fato de um evento ser percebido como estressante não depende apenas da natureza ameaçadora deste evento, como acontece no mundo animal, mas depende sim do significado atribuído à este evento pela pessoa, de seus recursos, de suas defesas e de seus mecanismos de enfrentamento. O próprio significado da entrevista para emprego é diferente entre as diferentes pessoas, logo, determinará diferentes níveis de ansiedade.
A ansiedade é patológica quando deixa de ser útil e passa a causar sofrimento excessivo ou prejuízo no desempenho da pessoa. Porém, a ansiedade experimentada na entrevista para emprego comumente se refere a um estado emocional normal, já esperado, um tipo de emoção capaz de melhorar o estado de alerta, que faz a pessoa se adaptar à essa exigência da vida. É assim para a maioria das pessoas.
A ansiedade produzida pela preocupação de que alguma coisa possa dar errada é útil dentro da circunstância apropriada, melhora o desempenho e por isso não representa inconveniente maior. Trata-se da mesma ansiedade que os pilotos experimentam antes da decolagem ou aterrizagem de seus aviões, ou os atletas antes da competição e assim por diante.
A ansiedade patológica, por sua vez, é desproporcional à exigência, prejudica a adaptação e piora o desempenho. Os pacientes com transtorno do pânico, por exemplo, ficam imobilizados e completamente rendidos diante de determinadas situações ou momentos. Da mesma forma que os pacientes fóbicos ou aqueles que sofrem de crises de ansiedade generalizada. Se a ansiedade for muito intensa durante uma entrevista de emprego o desempenho pode ficar irremediavelmente comprometido.
As pessoas que experimentam uma crise de ansiedade aguda podem apresentar uma grande variedade de sintomas, como por exemplo, palpitações, sudorese, tremores, sensações de falta de ar, desconforto torácico, náusea, desconforto abdominal, sensação de tontura ou que vão desmaiar, medo de perder o controle, formigamento, calafrios ou ondas de calor. Evidentemente esses sintomas dependem da intensidade da ansiedade.
Todas as pessoas sofrem certa ansiedade quando percebem que precisam dominar alguma coisa ou situação. Mas existem pessoas que têm uma ansiedade exagerada. Para essas pessoas o medo de não conseguir ter necessário autocontrole e deixar se dominar pela ansiedade já é um dos principais fatores que geram a própria ansiedade. Isso quer dizer que a idéia de que o “outro” está observando (e julgando) sua ansiedade é mais que suficiente para aumentar o estado ansioso e, aí sim, perder mesmo o controle.
Para aprender a ter algum domínio sobre a ansiedade a pessoa excessivamente ansiosa deve prestar muita atenção ao último parágrafo acima. O medo maior que provoca a ansiedade no momento da entrevista nem sempre é não conseguir o emprego, mas sim, medo do entrevistador perceber a ansiedade do entrevistado. Na realidade, o medo mesmo é a dúvida sobre o que o entrevistador pensará do entrevistado ansioso. Esse é o grande fantasma da entrevista para emprego.
Assim, os pontos chaves da ansiedade desencadeada pela entrevista de emprego em pessoas naturalmente ansiosas são: o medo de não conseguir controlar a ansiedade e o medo daquilo que o entrevistador possa estar pensando sobre o estado emocional ansioso do entrevistado.
O medo de não conseguir controlar a ansiedade acaba gerando mais ansiedade, entretanto, ele será muito menor se o entrevistado fizer algumas considerações para si próprio, se ele tiver consciência de algumas coisas. Primeiro, que a ansiedade é absolutamente esperada para aquele momento, inclusive isso vale para pessoas sabidamente calmas e tranqüilas. Segundo, o medo será também muito menor se o entrevistado tiver nítida consciência de que ele é naturalmente ansioso, sempre foi ansioso e, portanto, não será exatamente hoje, diante desse momento estressante, que ele irá se manter sem ansiedade.
A consciência sobre a própria ansiedade, que faz parte da personalidade do entrevistado, fará com que a expectativa e a dúvida sobre ter ou não ansiedade naquele momento não existirá. Não existirá porque o entrevistado não tem mais dúvida; ele ficará, de fato e sabidamente, muito ansioso. Não há dúvidas sobre isso.
Ficar ansioso durante a entrevista, como vimos, é normal. Por outro lado, ficar muito ansioso é uma característica da personalidade, logo, não há muito que se fazer para mudar esse traço de personalidade.

"O medo nem sempre é por não conseguir o emprego, mas do entrevistador perceber o "nervosismo".
As pessoas com essa característica devem manter em mente o fato de terem sobrevivido até hoje desse jeito, isso nunca impediu sua sobrevivência e, na maioria das vezes, nem sequer comprometeu um desempenho satisfatório em inúmeras áreas de atividades em sua vida.
A dúvida sobre o que, exatamente, pode estar pensando o entrevistador acerca da ansiedade do entrevistado, como vimos, gera mais ansiedade ainda. Muito bem. Vamos então acabar com essa dúvida.

Se o entrevistado disser (preferentemente) ou responder ao entrevistador que, de fato, está muito ansioso, a tal dúvida deixará de existir em parte. Aquela parte da dúvida se o entrevistado está ou não ansioso acabou; o entrevistador sabe agora que o entrevistado está ansioso porque isso já foi dito.
Resta parte da dúvida sobre o que o entrevistador está pensando de uma pessoa assim tão ansiosa como é o entrevistado confesso. Aí entra a sinceridade como fator decisivo: “- sempre que vou lidar com alguma coisa muito importante para mim, de fato fico ansioso”. Pronto. Agora ele sabe porque o entrevistado está ansioso. E isso não é defeito.
Se apesar de tudo isso a ansiedade continua incontrolável e limitante para algum aspecto da vida, então a pessoa deve procurar tratamento adequado para isso, o qual deve ser preferentemente feito associando-se um tratamento medicamentoso inicial, para controle mais fácil dessa emoção, e o tratamento psicoterápico, mais longo que o primeiro.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Prevenção caseira para a gripe Influenza A (H1N1)

Para combater a gripe A, chá de erva doce! Gostoso, eficiente e barato!

O anis estrelado, amplamente cultivado na China, é o extrato-base (75%), da produção do comprimido Tamiflu, da Roche (empresa do antigo Secretário de Defesa dos EUA Donald Runsfield).
Mas, como é um pouco difícil encontrar o anis estrelado aqui no Brasil, podemos usar o nosso anis mesmo - a erva-doce - pois esta erva possui as mesmas substâncias, ou seja, o mesmo princípio ativo do anis estrelado, e age como anti-inflamatória, sedativa da tosse, expectorante, digestiva, contra asma, diarréia, gases, cólicas, cãibras, náuseas, doenças da bexiga, gastrointestinais, etc...
Seu efeito é rápido no organismo e baixa um pouco a pressão, devendo ser feito o chá c/apenas uma colher de café das sementes para cada 200ml de água, administrado uma a duas vzs dia, de preferência após uma refeição em q se tenha ingerido sal.
Se você está lendo, ajude a divulgar o uso da erva-doce como preventivo do H1N1, ou mesmo como remédio a ser tomado imediatamente após os primeiros sintomas de gripe, pois seu princípio ativo poderá bloquear a reprodução do vírus e mesmo evitar seu maior contágio.
Porém, pouco ou nada adiantará utilizar a erva-doce, 36 horas após o possível contágio pelo H1N1, pois a erva não terá mais força substancial para bloquear a propagação do vírus no sistema respiratório.

Efeitos colaterais: pequena sonolência nas 2 primeiras horas - evitar dirigir e/ou operar máquinas.

Obs:
- O uso da erva-doce é alternativo e poderá ser até eficaz, mas não substitui a assistência médica necessária;
- Donald Runsfield compra 90% da produção mundial do anis estrelado da China, desde 1997, qdo surgiram os primeiros casos de gripe aviária
H5N1 (uma das variáveis do H1N1)... seria por acaso???

Gerenciamento de emoções: o caminho do sucesso

Quem na última década não ouviu falar sobre inteligência emocional? Formatado pelo psicólogo norte-americano Daniel Goleman e divulgado no livro O Poder da Inteligência Emocional, o conceito despertou no mundo a necessidade do gerenciamento das emoções, seja para fins profissionais como nos demais relacionamentos do dia-a-dia. Em síntese, o autor conseguiu deixar claro o quanto é importante para o desenvolvimento do homem ter domínio sobre valores como: autoconhecimento, controle das emoções, desenvolvimento da empatia e habilidade para estabelecer comunicações harmoniosas.
O conceito, que de atual só tem o nome, pois Ernest Lawrence, prêmio Nobel de Física em 1937, já dizia: "A excelência não tem a ver com a competência técnica, mas sim com a personalidade" passou, nos últimos anos, a ser cada vez mais valorizado nas corporações. Afinal, qual a valia de um profissional qualificado tecnicamente se esse não consegue lidar com seus subordinados ou até mesmo deixa que os problemas pessoais influam negativamente em seu trabalho? É claro que a inteligência emocional sem a inteligência racional também não funciona. É preciso que elas sejam harmônicas, complementares e equilibradas. Se analisarmos que a maioria das situações de trabalho estão centralizadas no relacionamento entre as pessoas, podemos concluir que aqueles que conseguem utilizar suas emoções a seu favor e, ao mesmo tempo, entender as emoções de seus colegas e proporcionar um convívio com mais afabilidade, compreensão e gentileza, têm mais chances de alcançar o sucesso.
Baseado nessa teoria, as grandes corporações, principalmente nos EUA, passaram a se defrontar com outra questão: como desenvolver a inteligência emocional de seus funcionários? As empresas começaram a perceber que, além de auxiliar na formação técnica de seus colaboradores, poderiam investir no lado emocional, conseguindo excelentes resultados no setor produtivo.
Porém, a técnica não tem por objetivo suprimir as emoções, muito pelo contrário, visa utilizá-las de maneira positiva, a favor do bom desempenho pessoal e comunitário dos profissionais. Basicamente procura exercitar os relacionamentos, partindo do comportamento pessoal para depois analisar o dos companheiros. Assim, cada vez mais os programas de desenvolvimento de líderes, programas de coaching (orientação de executivos) e os atualizadíssimos treinamentos de inteligência emocional levam em consideração as questões interpessoais.
As grandes corporações já verificaram que vale muito mais investir no desenvolvimento emocional de um líder que é muito capacitado tecnicamente do que ter de contratar e treinar um novo profissional. Além disso, também estão percebendo como um treinamento bem aplicado pode diminuir os ruídos e auxiliar no convívio e produtividade da empresa.
Profissionais e empresários que planejam conquistar espaço no concorrido mundo de hoje não devem pensar que a inteligência emocional é um modismo que surgiu e logo será esquecido, afinal, se fosse assim, o filósofo Aristóteles (384 - 322 a.C.) não teria dito: "Qualquer um pode ficar nervoso, isso é fácil. Mas ficar nervoso com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira correta, isso não é fácil".
Ou seja, em outras palavras, isso requer muita inteligência emocional.
Texto produzido por: Dimas Mietto

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Falar é fácil. Comunicar-se é que são elas!

Muito embora a comunicação esteja intrinsecamente ligada à nossa vida, nem sempre é fácil nos relacionarmos com as outras pessoas, pois apesar de sermos semelhantes como espécie, cada um de nós traz em si uma série de características específicas, tornando-nos seres únicos.
Considere que cada um tem um jeito próprio de ser, de pensar, de agir, de perceber e processar mentalmente a realidade que nos cerca. Se quisermos ampliar o nosso poder de interagir com as outras pessoas em ações de vendas, negociações, liderança, motivação ou apenas em situações de relacionamentos sociais, precisamos desenvolver habilidades específicas.
Destaca-se entre estas competências, a arte da Empatia, que é, em síntese, a capacidade de nos colocarmos no lugar da outra pessoa e assim, sentir ou pensar o que ela poderia estar sentindo ou pensando. Ao fazer isso, ou seja, percebendo o outro a partir da sua própria realidade, aumentamos significativamente as nossas chances de criar situações favoráveis para haver um bom entendimento.
Para que isto ocorra, é fundamental que nos flexibilizemos e ajustemos a nossa percepção da realidade considerando a maneira do outro percebê-la. Em outras palavras, aceitar o outro como o outro é, respeitá-lo em seus pontos de vista e compreender que ele tem todo direito do mundo de ser como é, sem que eu queira ou tente mudá-lo para que haja um entendimento.
O que une as pessoas são as afinidades, as similaridades e não as diferenças. Quem disse que os opostos se atraem, precisa repensar essa afirmação, pois é só observar como as pessoas se juntam em grupos, associações, clubes de serviços, igrejas, turmas ou bandos. Emoldurando estas relações há as convergências de idéias, de crenças ou objetivos.
Então fica uma pergunta: Como posso desenvolver a habilidade de facilitar meu relacionamento com as pessoas? Estudando-as, conhecendo-as e atuando com elas considerando seus respectivos jeitos de ser e de se comportar. Quanto mais conhecermos suas tendências e características, maior será a probabilidade de nos ajustarmos , empaticamente, e com elas nos relacionarmos.
Imagine cada pessoa envolta por uma bolha. Essa bolha contém todo o referencial de vida que ela possui, suas crenças, seus valores, suas verdades, seus conceitos e preconceitos, seus conhecimentos, seus certos e errados. Pense que cada bolha tem uma cor diferente das demais. Imagine também que você é possuidor de uma bolha que também tem uma cor, por exemplo, esta que você pensou agora.
Para haver a possibilidade de entendimento, é fundamental que você contemple a possibilidade de sua bolha conter ao menos um pouco da cor da bolha da outra pessoa e assim, reconhecer suas verdades e seus pontos de vista.
A comunicação interpessoal é a base para a realização pessoal e profissional. Conhecer o outro é conhecer-se a si mesmo.

* Reinaldo Passadori é especialista em Comunicação Verbal e Diretor do Instituto Reinaldo Passadori de Comunicação Verbal. Administrador de Empresas com especialização em Recursos Humanos. Autor do livro Comunicação Essencial – Estratégias Eficazes para Encantar seus Ouvintes (Editora Gente).

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Para refletir


"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"
Essa pergunta foi a vencedora em um congresso sobre vida sustentável.

É preciso ter claro que, uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive preparado para respeitar o planeta onde vive...

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Em tempos de gripe suína, "hipocondria transitória" lota hospitais

Rodrigo Bertolotto - Do UOL Notícias
Um "estado hipocondríaco transitório" movido por um "estresse psicossocial". O jargão médico define assim o pânico coletivo que faz a maioria das pessoas que acreditam estar com o vírus H1N1 serem apenas "alarmes falsos".
"Em outros anos, a pessoa engripava e se tratava com repouso em casa e antigripal. Agora, ela vai para o hospital ver se os sintomas que tem não são da pandemia", conta Anna Sara Levin, que coordena o atendimento do Hospital das Clínicas para os suspeitos de terem a influenza A ou, mais popularmente conhecida, a gripe suína.
Segundo o próprio ministério da Saúde, mais da metade das pessoas que vão aos hospitais públicos crentes de fazerem parte da pandemia tinham apenas resfriado ou nem isso. Por volta de 25% tinham gripe comum. O restante sim estava com a gripe cujo atual surto surgiu no México em março último e que já vitimou dezenas de pessoas no Brasil.
Por outro lado, hospitais no Estado de São Paulo registraram um aumento de 40% no movimento graças à doença que ganhou a mídia nos últimos meses. O Sindicato dos Farmacêuticos também aponta um incremento da venda de remédios no último mês.
"Todo mundo tem um certo grau de hipocondria, mas no máximo 7% daqueles que buscam o atendimento sem precisar podem ser classificados como hipocondríacos", cita estudos norte-americanos o psiquiatra Sérgio de Barros Cabral, do Amban (Ambulatório de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, em São Paulo).
Mas o volume maior dos dias atuais, com filas de horas nos hospitais, é resultado de uma hipocondria temporária. "Quando se descobriu o vírus HIV nos anos 80, criou-se uma neurose. Foi a mesma coisa com um surto de febre amarela no final de 2007, com gente morrendo porque tomou duas vezes a vacina em curto período de tempo. Agora é a vez da gripe tipo A fazer qualquer espirro parecer uma contaminação", lembra o psiquiatra. Outros surtos que dominaram o noticiário, como a febre aviária em 2005 e o ebola em 1995, assustaram, mas não chegaram às fronteiras brasileiras.
O Hospital das Clínicas, por exemplo, já criou uma sala específica para quem chega com suspeita da gripe. Quem passa pela triagem já ganha uma máscara e um atendimento prioritário. Quem está no grupo de risco (idosos, crianças até dois anos, gestantes, pessoas recentemente operadas ou sob tratamento quimioterápico) e as com estado de saúde grave são medicadas e internadas.
"Não é injustificada a presença das pessoas em um pronto-socorro movimentado como este: algum problema de saúde elas têm. Afinal, estamos no inverno, quando aumenta o número de doenças respiratórias. Mas a grande maioria apresenta quadro leve e podem se tratar em casa de seus resfriados e gripes", relata Levin.
Os hipocondríacos interpretam sensações fisiológicas habituais ou pequenas variações normais do corpo como um sintoma de um mal presente ou que está por vir.
Segundo pesquisa comandada pelo psiquiatra Brian Fallon, da Universidade Columbia (EUA), há três tipos de hipocondríacos catalogados. O primeiro, o obsessivo-compulsivo, é atormentado por pensamentos e sensações que estimulam a buscar informações com familiares, amigos, internet ou médicos para saber se são portadores de alguma doença.
PSIQUIATRA EXPLICA O QUE É O "ESTADO HIPOCONDRÍACO TRANSITÓRIO"
Neste quesito podem estar os "cybercondríacos", aqueles que procuram na internet descrição de enfermidades, formulação de remédios e geralmente chegam ao consultório médico já sabendo os tratamentos mais recentes, posologias adequadas e as contra-indicações que os eventuais medicamentos podem causar. Tudo levantado em sites especializados.
O segundo tipo, o hipocondríaco-fóbico, evita médicos ou qualquer informação sobre doenças com o fim de prevenir a ansiedade que desejam reprimir, tornando-se negligente com a saúde. O terceiro é o hipocondríaco-depressivo, mais desesperado e convencido de que é portador de uma doença crônica que nenhum médico consegue curar.
"A hipocondria é uma doença que vira um estilo de vida. A pessoa segue hipocondríaca por toda a vida. Já as pessoas abaladas com a chegada da gripe suína vão voltar ao normal quando a pandemia passar", afirma Cabral.
Para quem teme ser mais uma vítima da gripe suína, os especialistas recomendam ser racional e não se deixar levar pelo pânico. É bom lembrar que a melhor forma de evitar gripes e mesmo resfriados é lavar as mãos. "Deve procurar ajuda médica quem estiver com sintomas importantes que não melhoram em 24 ou 48 horas, como febre alta, moleza, dores no corpo, tosse e dificuldades respiratórias", afirma o infectologista David Uip, diretor do hospital Emílio Ribas, em São Paulo. Não é recomendado consumir antigripais sem orientação: a prática pode fazer com que o remédio não funcione quando realmente houver necessidade.