Quem na última década não ouviu falar sobre inteligência emocional? Formatado pelo psicólogo norte-americano Daniel Goleman e divulgado no livro O Poder da Inteligência Emocional, o conceito despertou no mundo a necessidade do gerenciamento das emoções, seja para fins profissionais como nos demais relacionamentos do dia-a-dia. Em síntese, o autor conseguiu deixar claro o quanto é importante para o desenvolvimento do homem ter domínio sobre valores como: autoconhecimento, controle das emoções, desenvolvimento da empatia e habilidade para estabelecer comunicações harmoniosas.
O conceito, que de atual só tem o nome, pois Ernest Lawrence, prêmio Nobel de Física em 1937, já dizia: "A excelência não tem a ver com a competência técnica, mas sim com a personalidade" passou, nos últimos anos, a ser cada vez mais valorizado nas corporações. Afinal, qual a valia de um profissional qualificado tecnicamente se esse não consegue lidar com seus subordinados ou até mesmo deixa que os problemas pessoais influam negativamente em seu trabalho? É claro que a inteligência emocional sem a inteligência racional também não funciona. É preciso que elas sejam harmônicas, complementares e equilibradas. Se analisarmos que a maioria das situações de trabalho estão centralizadas no relacionamento entre as pessoas, podemos concluir que aqueles que conseguem utilizar suas emoções a seu favor e, ao mesmo tempo, entender as emoções de seus colegas e proporcionar um convívio com mais afabilidade, compreensão e gentileza, têm mais chances de alcançar o sucesso.
Baseado nessa teoria, as grandes corporações, principalmente nos EUA, passaram a se defrontar com outra questão: como desenvolver a inteligência emocional de seus funcionários? As empresas começaram a perceber que, além de auxiliar na formação técnica de seus colaboradores, poderiam investir no lado emocional, conseguindo excelentes resultados no setor produtivo.
Porém, a técnica não tem por objetivo suprimir as emoções, muito pelo contrário, visa utilizá-las de maneira positiva, a favor do bom desempenho pessoal e comunitário dos profissionais. Basicamente procura exercitar os relacionamentos, partindo do comportamento pessoal para depois analisar o dos companheiros. Assim, cada vez mais os programas de desenvolvimento de líderes, programas de coaching (orientação de executivos) e os atualizadíssimos treinamentos de inteligência emocional levam em consideração as questões interpessoais.
As grandes corporações já verificaram que vale muito mais investir no desenvolvimento emocional de um líder que é muito capacitado tecnicamente do que ter de contratar e treinar um novo profissional. Além disso, também estão percebendo como um treinamento bem aplicado pode diminuir os ruídos e auxiliar no convívio e produtividade da empresa.
Profissionais e empresários que planejam conquistar espaço no concorrido mundo de hoje não devem pensar que a inteligência emocional é um modismo que surgiu e logo será esquecido, afinal, se fosse assim, o filósofo Aristóteles (384 - 322 a.C.) não teria dito: "Qualquer um pode ficar nervoso, isso é fácil. Mas ficar nervoso com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira correta, isso não é fácil".
Ou seja, em outras palavras, isso requer muita inteligência emocional.
Texto produzido por: Dimas Mietto
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